Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 27/09/2019

No século XX, a Terceira Revolução Industrial propiciou diversos avanços tecnológicos, dentre eles a telecomunicação e o uso da internet para vários fins. Com isso, também apareceram mudanças demasiadas nos setores básicos, como na educação, cujo modo era apenas em salas presenciais. Hodiernamente, existe não somente a opção presencial de ensino, como também semipresencial e a distância. Há muitos anos vê-se como esses métodos alternativos de estudo, seja de grau técnico ou de graduação, cresceram no Brasil. Cada vez mais indivíduos optam por estudar via internet, seja pela acessibilidade, flexibilização ou baixo custo de mensalidade. Porém, é necessário avaliar alguns obstáculos encontrados nessa transformação educacional.

Mormente, é necessário apontar que algumas empresas privadas preferem pessoas formadas em cursos presenciais, facilitando o preconceito já existente em relação à educação a distância. Além disso, é notório que algumas universidades e instituições de ensino oferecem cursos sem qualidade de ensino com professores desqualificados e, em alguns casos, sem o reconhecimento do Ministério da Educação e Cultura(MEC), o que também contribui para uma parte da população brasileira ser tão preconceituosa em relação aos estudantes da EaD.

Faz-se mister, ainda, salientar o quão demasiado é a evasão escolar nos cursos técnicos e superiores a distância. Dados do Censo EaD divulgado pela Associação Brasileira de Educação a Distância(ABED) concluem que a evasão de cursos autorizados fica em torno dos 50%. Isso se deve, não só à falta de qualidade dos cursos, mas também da falta de adaptação por parte dos estudantes ou das dificuldades encontradas pelo mesmo. Como estudar pela internet requer muita dedicação e autodidatismo, alguns alunos não conseguem adaptar-se ao modo de ensino, o que contribui para o abandono das aulas a distância.