Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 30/09/2019

Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à uma educação de qualidade.  Contudo, a educação à distância - EaD -,  no Brasil impossibilita que a população desfrute desse direito universal na prática, uma vez que centenas instituições não possuem a qualidade necessária para formar bons profissionais. Diante dessa cenário, cabe avaliar os fatores que favorecem esse problema.

Nesse contexto, segundo o Filósofo Frederick Angel, " O ser humano é influenciado pelo tempo e horizonte em que vive". Nessa âmbito, nota-se que a falta de qualidade na aprendizagem à  distancia tem influenciando a sociedade de forma negativa.  A exemplo disso, conforme dados da Associação Brasileira de Educação à Distância, a evasão constitui um grande obstáculo  entre os alunos, devido a má qualificação   das instituições  que prestam esse serviço. Além disso, conforme o mesmo estudo 85% dos alunos abandonaram o curso logo no início e 91% não chegaram nem à metade curso.  Logo, tal comportamento contribui com a desqualificação do ensino EaD.

Outrossim,    conforme professor Paulo Freire " Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção." De maneira antagônica, o preconceito criado pelo sendo comum,  com relação ao ensino a distância,  faz com que a sociedade veja  essa modalidade como cursos “fáceis” muito por causa da comodidade de assistir às aulas dentro de casa.  Dessa forma, faz-se urgente a formulação de uma ação para combater esse esteriótipo negativo.

Portanto, medidas são crucias para combater essa realidade. Dessa maneira, cabe as escolas, em consonância com o Ministério da Educação, orientar a população acerca da relevância do ensino à distância. A ideia é, a partir de palestras e debates na sala de aula além de campanhas de internet nas ruas, desconstruir os padrões negativos e promover uma imagem positiva com relação a ensino EaD. Em segundo plano, a mídia enquanto formadora de novos comportamentos e opiniões e deve desenvolver projetos de propagação da educação a distância no país. Essa medida deve contar com propagandas educativas nos veículos de comunicação e telenovela que aborda um tema a fim de superar o estereótipo negativo criado pelo senso comum. A mudança é necessária, posteriormente, é preciso o início para garantir a execução dos Direitos Humanos na prática.