Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 03/10/2019

Os Estados Unidos são atualmente um dos líderes na modalidade de ensino à distância no mundo e um dos fatores determinantes é que universidades renomadas, como, por exemplo, Harvard, já empregam inúmeros cursos nessa modalidade. Analogamente, no Brasil, tal processo demostra indícios de evolução, mas ainda há certos desafios limitantes que impedem com que ele atinja o máximo potencial. Posto isso, convém analisar como o baixo investimento governamental e o preconceito tanto social quanto comercial implica nas perspectivas desse novo meio educacional.

Inicialmente, o modelo de educação a distância é fenomenal como premissa, uma vez que possibilita  qualificação para aqueles que, antes, não tinham oportunidades de realizar uma formação ao nível superior; seja por escassez de tempo ou falta de recursos. Desse modo, conforme exposto no jornal o Estado de Minas, a oferta de cursos no formato EAD aumentou 133% nos últimos anos no território brasileiro. Por outro lado, é notado que o governo parece ainda não ter visualizado, como em outros países, o potencial dessa nova maneira de formação, haja visto que investimentos nesse setor é, de certo modo, pífio em comparação ao que é disponibilizado globalmente por nações desenvolvidas e em desenvolvimento.

Além disso, outro corroborador para essa forma de graduação não ser efetivada, como potencialmente pode, é um certo preconceito que há por grande parte da sociedade civil e de empregadores ao ver esse processo menos qualificado em comparação ao regular. Nesse contexto, uma pesquisa realizada pela Universidade de Cambridge com cem estudantes divididos igualmente entre os ensinos tradicionais e as formas a distância demostrou que a variação entre às duas são mínimas. Assim, fica evidente não ser verídico o julgamento acerca da capacidade dos alunos dessa nova metodologia. Em suma, esse estigma é difundido pela ignorância, isto é, por falta de esclarecimento sobre essa inovação.

Portanto, é evidente que a metodologia EAD representa uma adaptação à pós-modernidade em que cada vez mais os processos do cotidiano necessitam de rapidez e conectividade. Com isso, o Estado deve promover mais investimentos nessa área através de políticas públicas em parceria com a iniciativa privada, como a promoção de uma maior visibilidade e informação da qualidade desse sistema de formação. Ademais, o poder Executivo deve tornar obrigatório por lei que as Universidades Federais ofereçam também essa modalidade de curso, com ingresso por processo seletivo como Enem. Feito deste modo, o país certamente atingirá o máximo potencial que é possível desta forma de educação, como já fazem muitos outros, a exemplo, do vizinho norte-americano.