Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 24/10/2019

Desde meados do século XX, o uso de tecnologias e o surgimento da internet proporcionam transformações sociais. Nesse contexto, uma das áreas em mudança é a educação, na qual a versão presencial tem cedido espaço para a modalidade à distância. No entanto, não há apenas perspectivas positivas, evidenciadas pelo dinamismo oferecido e valor monetário cobrado; mas também aspectos negativos a serem superados, como a ineficiência no aprendizado e decorrente banalização do ensino.

Inicialmente, é perceptível a existência de vantagens fornecidas pela educação à distância, comprovadas pelo crescimento do número de cursos e vagas oferecidas. Segundo o Censo da Educação Superior, realizado pelo Inep, em 2018 foram ofertadas mais vagas à distância, em comparação às presenciais. Isso se deve - além do acesso demasiadamente facilitado à internet pela maioria das pessoas - ao dinamismo e à flexibilidade encontrados na modalidade no que se refere à liberdade na escolha de horário e locais de estudo, os quais são adaptáveis às diferentes rotinas dos adeptos; além de menores custos nas mensalidades, por não fazer uso dos espaços físicos das instituições de ensino.

Por outro lado, a eficiência desse modelo é questionável, pois a flexibilidade exacerbada pode comprometer a aprendizagem dos alunos. Dito isso, a falha no processo pode acontecer por oferecer maior possibilidade de distração, tanto pelo uso do ambiente virtual, quanto pela ausência de um ambiente específico para os estudos. Nesse sentido, com a grande facilidade para ingressar nos cursos, menores valores cobrados e falta de interação do estudante com o professor, o ensino pode se tornar banalizado, formando vários profissionais desqualificados. Segundo Nelson Mandela, a educação é a maior arma para mudar o mundo. Dessa forma, percebe-se  a educação como transformadora apenas quando construída eficientemente.

É necessário, portanto, o aperfeiçoamento da educação à distância. A fim de formar profissionais qualificados, urge que o Ministério da Educação exija das universidades e instituições de ensino a realização de avaliações dos estudantes da modalidade supracitada, por meio de exames teóricos e práticos - a depender do curso em questão - feitos presencialmente ao término de cada período. Ademais, o MEC deve aplicar um exame nacional feito anualmente para cada curso de graduação por EAD, no qual a aprovação indicará a licença para a prática das respectivas profissões; a reprovação, o oposto disso. Assim, com regras mais rígidas, o uso da internet e tecnologias continuará facilitando o acesso à educação, mas dessa vez garantirá a formação com excelência.