Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 04/10/2019

O Brasil, atualmente, se encontra entre as dez maiores economias mundiais de acordo com a pesquisa do Fundo Monetário Internacional. Contudo, ainda apresenta problemas de ordem social ao se considerar à educação à distância (EAD). No século XXI, com o advento da Revolução Tecnológica, foi possível perceber uma significativa aproximação do homem com os dispositivos eletrônicos. Desse modo, o fenômeno deixou marcas na sociedade e trouxe facilidades no que diz respeito à democratização da educação e desafios ao se considerar à qualidade.

Em primeira análise, vale ressaltar que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, estando o Brasil na nona posição na economia mundial, seria coerente deduzir que o país possui um sistema público de ensino presencial eficiente e abrangente. No entanto, a realidade é justamente o oposto e o resultado dessa discrepância é claramente refletido na quantia de alunos matriculados na educação à distância. Segundo o Censo da Educação Superior, 21% do total de estudantes do ensino superior pertecem à modalidade EAD. Diante do exposto, fica evidente que embora seja função do governo oferecer formação, a tecnologia está sendo usada como meio de democratizar o acesso ao conhecimento por proporcionar uma mensalidade acessível.

Somado a isso, a flexibilidade de controlar os horários e atividades é um atrativo do estudante ao EAD. Mas, de acordo com César Callegari, presidente do Instituto Brasileiro de Sociologia Aplicada, as tecnologias devem ser usadas, porém não podem ser trasnformadas em fábricas de diplomas. Nessa Perspectiva, verifica-se que o ensino à distância precisa ser aperfeiçoado, já que com a ausência de um supervisionamento diário o aluno pode deixar à desejar e não se dedicar ao aprendizado.

Portanto, na realidade brasileira, é perceptível que o ensino EAD está intimamente ligado com a era da informação. Logo, cabe ao Poder Legislativo, por meio de assembleias, revisar e aprovar leis que assegurem a designação de verbas para a área de fiscalização e implementação de novas unidades gratuitas, em que profissionais sejam capacitados com o intuito de controlar a qualidade e o nível dos testes aplicados. Destarte, essas intervenções trarão uma significativa possibilidade de formação proveitosa e contribuirão para o futuro da nação.