Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 08/10/2019
O Ministério da Educação validou, em 2019, dezenove cursos de Educação a Distância (EAD). Esse reconhecimento é um importante avanço e segue as tendências mundiais pós Guerra Fria — um mundo mais globalizado e inserido na Era tecnológica. Entretanto, ainda que o EAD esteja se popularizando por ser de altíssima relevância para a mitigação das desigualdades, urge ações mais efetivas para a plena disseminação dessa modalidade, de forma a minimizar a perpetuação da triste realidade de algumas populações brasileiras.
Em primeira análise, é necessário ressaltar a eficiência social do EAD como mecanismo de inclusão. Segundo o Ministério da Educação, não há perda significativa no processo de aprendizagem entre o ensino superior a distância e o presencial. Destarte, o EAD é, por certo, essencial para o desenvolvimento educacional de pessoas com distúrbios de aprendizagem, visto que oferece a flexibilização do tempo. Além disso, é fato que conduz um ensino com maior alcance, porquanto, desde com acesso à internet, beneficia regiões remotas do Brasil. Desse modo, com a ampla oferta de cursos EAD a sociedade será mais democrática.
Não obstante, o contexto brasileiro é exíguo em se tratando da adesão a Era tecnológica. A esse respeito, nota-se a incúria do Poder Público com os rincões do país, de maneira a legitimar a desigualdade social. Essa atitude detestável é ratificada pelo filósofo Aristóteles, o qual afirma que a omissão de um indivíduo — neste caso, a negligência de seguidos governos — reflete diretamente no outro — lesando a cidadania de alguns brasileiros.
Impende, portanto, que o EAD é primordial para a democratização do ensino. Com isso, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia ampliar o acesso à internet, por meio do fomento a construção de parques tecnológicos — destinando verbas para tal. Essa iniciativa tem o fito de levar banda larga de alta velocidade para todo o Brasil, de modo a promover acessibilidade ao novo cenário educacional. Assim, o Brasil se tornará uma nação mais inclusiva.