Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 08/10/2019

Um dos primeiros sistemas de Educação a Distância (EAD) no Brasil, foi o Telecurso, um programa transmitido na televisão pela Rede Globo, entre 1978 e 2014. Desde então, com o avanço da tecnologia, a modalidade EAD cresceu muito e segundo dados divulgados pela revista Veja, cerca 1,5 milhão de estudantes estavam matriculados neste sistema em 2016. Isso porque, além da flexibilidade de não locomoção, as mensalidades cobradas são mais baixas que no ensino presencial. No entanto, há desafios que dificultam a ampliação EAD bem como, a falta de inclusão digital e o preconceito. Essa realidade se faz presente devido ao escasso acesso à internet e a falta de fiscalização.

Por ser um país de larga escala, o Brasil possui tanto cidades com disponibilidade de melhores redes de ensino como, federais e privadas, como também possui municípios que carecem dessa educação. Logo, para evitar a locomoção à esses locais, que dependendo da distância é cansativa e necessita arcar com maiores custos, muitas pessoas optam pelo meio EAD, que pode ser consumido em qualquer ambiente e aparelhos como, computadores, smatphones e televisões, desde que tenha acesso à internet. Contudo, diversas regiões do país são desprovidas de inclusão digital. Consequentemente, prejudica assim quem pretende estudar. Segundo, o jornal O Globo, mais de 21 milhões de lares brasileiros não têm disponibilidade de internet.

Além disso, com a crise econômica que permeia o Brasil desde 2014, o desemprego aumentou e com isso, a procura por maior qualificação educacional a fim de garantir vagas no mercado de trabalho. Desse modo, com os baixos salários oferecidos hodiernamente, a EAD é uma opção favorável, haja vista que de acordo com o censo da Associação Brasileira de Educação a Distância, as mensalidades podem ser até 65% mais baratas do que as presenciais. Todavia, muitos ainda resistem a esse tipo de ensino devido ao preconceito sobre a qualidade de estudo oferecida, já que a superficialização das redes e a falta de órgãos fiscalizadores na área, colaboram para tal.

Dessa forma, torna-se evidente, portanto, a necessidade de melhorias na ampliação EAD. Assim sendo, é necessário que o Governo Federal junto ao Ministério das Comunicações (MCTIC), ampliem  os canais de acesso à EAD, por meio da disponibilização de internet para as regiões que não possuem, a fim de que a falta de inclusão digital não seja um impasse para evitar o estudo da modalidade. Ademais, cabe também ao Governo juntar-se ao Ministério da Educação (MEC) e fiscalizar as instituições digitais de ensino, por meio da criação de um órgão que as fiscalizem anualmente, que obriguem que elas passem por avaliações a fim de avaliá-las por meio de notas, assim como funcionam as presenciais, para que existam níveis de qualidade e as pessoas possam fazer escolhas conscientes.