Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 10/10/2019

Com o advento da tecnologia no cotidiano dos indivíduos, otimizou a realização de inúmeras atividades, como, por exemplo, uma nova modalidade de ensino: educação à distância. Esse meio tornou-se de grande mérito para milhares de pessoas, visto que supri às necessidades educacionais e se apresenta como um instrumento democrático, sobretudo, por englobar os cidadãos que são impossibilitados de frequentar o ambiente escolar. Todavia, no Brasil, é perceptível que tal ferramenta dispões de impasses na inclusão de pessoas nessa categoria de ensino e o menosprezo do Governo frente a a conjuntura.

A priori, é fato que, hodiernamente, a educação tornou-se mais alcançável através de acesso em aparelhos tecnológicos. O manuseio de celulares, tablet’s e computadores corroborou para o advento de uma ampla conexão em rede e, assim, para que os indivíduos possam gozar de um ensino igualitário. Isso é reificado pelo pensamento do sociólogo Manuel Castells, ao construir a ideia de que vivemos numa sociedade em rede, no qual as relações se desenvolvem através das conexões, dessa forma, afirmando o quadro da educação à distância. Todavia, é notório que esta modalidade é, ainda, exclusiva, haja vista que, pelo fato de os instrumentos necessários serem restritos os sujeitos são impossibilitados de usufruírem do EAD, peripécia que dificulta o seu alcance factual.

Ademais, por ser um ensino recente no país, é notório que há pouca ou nenhuma forma de investimento por parte do Poder Público em afirmá-lo efetivamente. A escassa aplicação monetária nos cursos à distância possibilita com que torne-os, muitas vezes, de baixa qualidade. Além do mais, a ausência de campanhas publicitárias sobre a nova modalidade, desenvolve o pensamento de ser uma educação “não segura” para se optar, originando, assim, a ideia de serem inseguros frente a escolha e, por este motivo, os cidadãos se restringem em assinar a plataforma online.

Vê-se, portanto, que há empecilhos que devem ser superados. À vista disso, cabe ao Estado, juntamente com terceiros do setor tecnológico, desenvolver mecanismo que disponibilizem os meios necessários - tablet’s e computadores - para os brasileiros que são incapacitados de desfrutarem de tais meios, sendo a distribuição efetiva a melhor maneira de solucionar o impasse o torná-lo mais democrático. Ademais, é necessário que o Ministério da Educação (MEC) fiscalize os canais de aula disponíveis na internet e, com isso, desenvolva campanhas que incentive a população a utilizá-las, para que, assim, tais meios sejam certificados pelo Poder Público e consigam alcançar os sujeitos. Nesse sentido, as ações garantirão o propósito primordial do EAD: facilitar o cotidiano das pessoas.