Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 09/10/2019
O acesso a informações nunca foi tão fácil quanto no mundo atual. Através da internet, qualquer pessoa pode ter acesso a sites que contenham vídeo aulas e exercícios sobre diversas áreas. Contudo, apesar de garantir a mesma qualidade de ensino a todos, indiferentemente de renda ou localização geográfica, a educação à distância dificulta o desenvolvimento social do indivíduo. Outrossim, ela pode intensificar a evasão escolar e universitária.
No filme “Meninas Malvadas”, a personagem principal, Cady, foi educada em casa pelos pais até que, no ensino médio, passou a frequentar à escola e, por isso, fazer amigos e lidar com os outros alunos foi um grande desafio no início. Não distante da ficção, a falta da interação proporcionada nas salas de aula compromete a formação social e cidadã das pessoas, a qual é muito requisitada em entrevistas de emprego, implicando, assim, na dificuldade em encontrar trabalho.
Ademais, apesar de a Constituição Brasileira definir como obrigatório a educação dos 4 aos 17 anos, o Brasil ainda não conseguiu superar o abandono escolar de tal faixa etária. Da mesma forma, sem a devida fiscalização em cursos de formação superior e ensino fundamental e médio “online”, o impasse pode piorar, principalmente, pelo fato de que as pessoas possam não valorizar o aprendizado tanto quanto outras atividades, como as remuneradas ou de lazer, o que é inadmissível.
É indubitável que medidas devem ser tomadas. A fim de que o aprendizado pela “web” não atrapalhe nas interações entre os estudantes, é necessário que o Ministério da Educação exija que essas instituições proporcionem atividades em grupo para eles regularmente. Além disso, para que a quantidade de abandono diminua nas plataformas educacionais, elas devem disponibilizar, a seus aprendizes, tutores que acompanhem seus desempenhos. Logo, conhecimento e convivência andariam juntas no país.