Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 17/10/2019

Hodiernamente, a quantidade de matrículas em cursos à distância tem crescido no Brasil, tanto em nível técnico quanto superior, conforme dados da Associação Brasileira de Educação à Distância. Todavia, enquanto o ensino EAD é para muitas pessoas o caminho possível para obter um diploma – conciliando estudo e trabalho – para outros é um meio considerado insuficiente para uma formação profissional de qualidade. Nesse sentido, torna-se importante analisar os aspectos positivos e negativos dessa modalidade de ensino, buscando entender seus desafios a fim de efetivar melhorias no sistema educacional à distância, visando sua valorização e reconhecimento.

Concernente aos aspectos positivos, a educação à distância permitiu o acesso ao ensino técnico e superior para muitas pessoas, inclusive àquelas que não poderiam abandonar as atividades diárias. Outrossim, a redução na mensalidade dos cursos é outro fator que tem cooperado para o aumento do número de matrículas online. Ademais, além do baixo custo, a eficiência de poder estudar sem precisar deslocar-se todo dia para uma instituição – o que culminaria em mais gastos como alimentação e transporte – é uma vantagem do ensino à distância. Destarte, a flexibilidade do horário de estudo combinado ao conforto de estar em casa, fomenta a crescente busca por este modo de ensino.

Contudo, no que diz respeito aos aspectos negativos do ensino à distância, a qualidade da capacitação profissional é questionada, uma vez que a mesma não oferece o nível de aprendizagem, trocas de ideias e o convívio entre colegas que um ensino presencial proporciona, culminando em uma  baixa sociabilização do discente. Essa desvantagem, por sua vez, é fomentada pela ausência de encontros presenciais, dificultando  a troca de experiência na área. Desse modo, devido ao supracitado, acredita-se que há o comprometimento da segurança na área de atuação, inferindo em uma suposta incompetência profissional.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação averiguar os índices acadêmicos de todos os cursos e instituições EAD, listando seus pontos positivos e negativos e divulgando posteriormente os resultados por meio de sites informativos e meios de comunicação. Dessa maneira, o fito de tal ação será a disponibilização de informações detalhadas referentes aos cursos para as pessoas que buscam pela qualidade do ensino. Do mesmo modo, o MEC por meio de pesquisas com pessoas formadas pelo ensino à distância, deverá analisar o desempenho profissional destas, objetivando avaliar a capacidade de atuação e, uma vez detectada a deficiência na execução da profissão, a instituição deverá propor mais aulas presenciais (práticas) para os novos matriculados. Somente assim, os desafios da educação à distância serão amenizados, propiciando um novo olhar à perspectiva de ensino.