Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 15/10/2019

A Guerra Fria (1947-1991), foi um dos fatores principais para o surgimento e consolidação da Internet e dos meios tecnológicos no mundo. Uma vez que, por meio da WEB (World Wide Web), surgiram inúmeras formas de facilitar a vida do cidadão no dia a dia, como a educação à distância. Entretanto, mesmo essa prática já existente no Brasil, é fundamental ampliar e aprimorar essa modalidade de ensino no país. Nesse contexto, devem-se analisar como a falta de investimentos e os preconceitos causam tal problema e como combatê-lo.

A princípio, a falta de investimentos é umas das principais causas da não efetivação da educação à distância. Isso porque, segundo John Locke, haveria falha no Contrato Social caso as autoridades de Estado não garantissem os direitos naturais dos cidadãos, como a educação. Em outras palavras, é essencial que o Governo não só aplique capital em ensinos presenciais mas, também, nos cursos e ensinos à distância. Dessa maneira, tais investimentos possibilitam que moradores da zona rural, por exemplo, tenham acesso a essa modalidade já que, nesses locais, não é comum encontrar grandes escolas e universidades.

Além disso, nota-se, ainda, que os preconceitos também causa o desafio do problema vigente. Isso decorre da falsa narrativa espalhada de que os empregadores têm algum preconceito ou receio com quem estuda distante da universidade. Felizmente, tal discurso é negado pelo gerente da Hays, André Ferragut que, segundo ele, graduandos nesse tipo de ensino estão muito mais aceitos hoje do que há alguns anos. Diante disso, os interessados em ensino à distância devem estar tranquilos e seguros quanto a essa forma de aprendizagem. Visto que, além de oferecer a mesma grade curricular de ensinos presenciais, garante ao aluno o conhecimento sem sair de casa.

Portanto, medidas devem ser tomadas a fim de garantir a educação à distância. Em primeiro lugar, o Ministério da Educação deve ampliar os investimentos financeiros e estruturais, por meio de parcerias com universidades que já utilizam esse recurso, para que esse ensino seja efetivo e de qualidade. Ademais, a Mídia deve disseminar, nos meios de comunicação, propagandas que desmentem os preconceitos, por intermédio de tira-dúvidas, para que as falsas narrativas sejam desconstruídas. Desse modo, essa forma de educação terá eficácia e o impasse deixará de fazer parte do cotidiano brasileiro.