Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 16/10/2019
Fenômeno relevante na sociedade brasileira atual, o papel da educação a distância no país ganha visibilidade dado ao crescimento dessa. Esse fato é comprovado por meio de dados exposto pelo Ministério da educação, os quais mostram que no ano de 2018 a adesão a EAD foi de 133% comparado com o ano de 2017, cenário que exige atenção. Embora tenha como perspectiva a democratização do conhecimento, há ainda desafios consideráveis em torno do fenômeno. Dessa forma, politicas públicas com o objetivo de promover a EAD são essenciais.
No contexto em questão, o acesso a EAD tem como objetivo a popularização da educação. Isso ocorre de forma que ao potencializar a acessibilidade por meio de incentivos como baixos custos e horários flexíveis, a adesão da população, sobretudo dos jovens trabalhadores, é maior. Tal situação ilustra a perspectiva da educação a distância, a qual é pautada na democratização do conhecimento, ou seja, na descentralização desse para apenas uma parte privilegiada da população, o que de acordo com o sociólogo Manuel Castells é uma das vertentes da atual sociedade de rede, iniciada no final do século XX. Essa vertente, por sua vez, tem como consequência o intercâmbio de relações e de conhecimento entre os indivíduos.
Entretanto, há ainda desafios pontuais acerca da EAD no país. A falta de investimentos em bens, como computadores, nas regiões periféricas, por exemplo, urge como problemática principal do fenômeno, já que decorrem dessa o acesso escasso ao conteúdo e, portanto, uma formação educacional deficitária. Como exposto por dados do jornal o Globo, os quais trazem que mais de um terço da população brasileira, cerca de 39%, ainda não tem nenhuma forma de acesso à internet, o que dificulta, efetivamente, o acesso a EAD. Essa situação implica, por sua vez, no receio da população em aderir a educação a distância, uma vez que temem uma formação educacional deficitária.
Portanto, politicas públicas que visem amenizar os desafios do sistema são essenciais. Para isso, o governo, órgão responsável por gerir o país, deve promover a acessibilidade às redes em parceria com empresas de tecnologia. Isso deve ocorrer por meio da implantação de centros comunitários que disponibilizem computadores, viabilizados por empresas tecnológicas, para uso da população, além de profissionais que instruam o uso das redes voltado, exclusivamente, para o acesso à educação a distância, sobretudo nas periferias brasileiras. Tal medida com o objetivo de garantir a qualidade e o sucesso do ensino a distância e, contribuir para a perspectiva da democratização do conhecimento.