Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 17/10/2019
O primeiro relato à respeito da educação à distância (EaD) foi na cidade de Boston, nos Estados Unidos, em que o professor Caleb Phillips oferecia um curso de taquigrafía — técnica de escrever à mão, de forma rápida, com abreviações —, enviando conteúdos semanalmente pelos correios. Já no Brasil, a EaD surgiu no século XX, com cursos voltados ao aperfeiçoamento profissional, evidenciando um marco para a educação no país. No entanto, apesar desse modelo estar se tornando cada vez mais popular, ainda perpetua um grande preconceito em relação essa forma de ensino. Nesse sentido, há de se analisar tal proposição acerca do assunto.
A princípio, o prejulgamento sobre a educação à distância representa um desafio para uma perspectiva ofícua do futuro desse modelo. Esse preconceito é revelado pela descrença da qualidade de ensino que se constrói e os resultados dos rendimentos dos estudantes serem infeiroes aos que fazem curso superior presencial. Entretanto, tais pensamentos tornam-se equivocados, visto que o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) — avaliação oficial do Ministério da Educação (MEC), que objetiva verificar a qualidade dos cursos — revela que as faculdades à distância, em geral, conseguem apresentar um conceito superior no ENADE em relação aos cursos presenciais. Dessa forma, enquanto o preconceito for a regra, a perspectiva positiva ao ensino será a exceção.
Outrossim, vale ressaltar que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), em seu artigo 80, determina que o Poder Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino à distância, em todos os níveis e modalidades de ensino. Dessa maneira, fica evidente que esse modelo de ensinança, assegurado pelo Governo, é uma forma benéfica de educação, pois além de alcançar áreas em que as pessoas não têm oportunidades de fazer faculdade presencial, possibilita maior perspectiva educacional de indivíduos que precisam estudar em casa. Assim, não é razoável que o preconceito permaneça em um país que almeja tornar-se nação desenvolvida.
Urge, portanto, que o MEC crie, juntamente com a mídia, debates em preogramas televisivos, a fim de responder a todas as perguntas e dúvidas sobre o assunto e esclarecer tais benefícios desse modelo e mitigar esse preconceito. Além disso, é importante que o mesmo órgão aplique mais benefícios aos estudantes à distância, com materiais didáticos gratuítos e acesso a internet e computadores. Com efeito, os desafios à respeito da EaD poderão ser solucionados e a perspectiva futura favorável será estabelecida.