Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 17/10/2019
Assim como a Primeira Lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força externa atue sobre ele mudando seu percurso, as perspectivas para o crescimento da educação a distância no Brasil enfrentam históricos desafios,persistentes na sociedade atual.Nessa perspectiva, o número de instituições que disponibilizam o ensino à distância têm sido ampliado, porém,matém-se o debate acerca da qualidade dos cursos ofertados.Com isso, ao invés de funcionar como o meio capaz de alterar o caminho desse entrave, a combinação de barreiras como a negligência estatal e a desatualização do modelo de educação contribuem para a situação vigente.
Em uma primeira análise, é importante destacar que as incertezas da população a respeito do novo modelo de ensino são produto do descaso governamental.Isso ocorre porque a falta de investimentos e o descompasso técnico do governo em relação à modernização da educação impedem a constatação da eficácia dessa modalidade de ensino na realidade nacional.Nesse sentido, conforme preconizado pelo grande educador Paulo Freire, se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda, ou seja, o indivíduo é prejudicado na medida que o despreparo governamental e a ausência de investimentos levam à persistência de desafios para a concretização de um modelo educacional á distância, impossibilitando o aproveitamento individual.
Sob outro ângulo, de acordo com o filósofo Zygmunt Bauman, a sociedade atual se configura em relações cada vez mais rápidas e fluidas, como relatado em seu livro ‘‘Modernidade Líquida’’.Nessa lógica, a ausência de atualização do modelo educacional para um contexto mais dinâmico, fluido e associado a novas formas de aprendizado como o ensino à distância tornam o sistema educacional brasileiro arcaico e distante das novas realidades da educação mundial.Dessa forma, há a exclusão de possibilidades de crescimento da população em torno da educação, sobretudo indivíduos que não podem se adaptar a formatos tradicionais de ensino.
Logo, torna-se evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança desse caminho.Assim, é fundamental que o Governo Federal crie projetos voltados ao crescimento do modelo educacional a distância, por intermédio de órgãos federais e estaduais especialistas no assunto, como a CEDERJ, no Rio de Janeiro.Concomitantemente, é essencial que as escolas, em consonância com a iniciativa privada,disponibilizem matérias extracurriculares no novo formato, a fim de adaptar os alunos à nova realidade educacional.Sendo assim,o Governo,escolas e entidades sociais poderiam funcionar como a força descrita por Newton, mitigando os desafios da consolidação do ensino à distância no Brasil.