Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 19/10/2019

na  No final do século XX, a humanidade presenciou um avanço tecnológico jamais visto anteriormente. Com o surgimento do computador, e especialmente da internet, a comunicação passou a ser feita de forma mais rápida e eficiente, permitindo também o processo de ensino e aprendizagem à distância. No território brasileiro, as graduações e cursos ‘‘online’’ já fazem parte da rotina de milhões de estudantes. Dessa forma, buscar compreender as perspectivas e os desafios da educação à distância no Brasil mostra-se essencial.

Em uma primeira análise, sob a ótica pedagógica, o ensino à distância democratiza e facilita o acesso de um número maior de estudantes a universidade. Essa percepção explica-se pela dinâmica dos cursos a distância oferecidos, em sua maioria, por universidades privadas que caracterizam-se por apresentar horários flexíveis e custos mais baixos se comparados com o ensino presencial. Com isso, os alunos com baixo poder aquisitivo que trabalham ou não vivem próximo a faculdades têm a oportunidade de ingressar no ensino superior. Nesse sentido, o aumento de estudantes que optam pelo ensino à distância com o objetivo de terem maior conhecimento e mais oportunidades no mercado de trabalho relaciona-se com o pensamento do filósofo alemão Kant que afirmou que o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Desse modo, a educação à distância apresenta-se como uma poderosa alternativa para simplificar e ampliar o ingresso de estudantes em universidades.

Ademais, em um segundo plano, apesar da necessidade de permissão do Ministério da Educação para instauração de um curso superior no Brasil, muitas universidades não oferecem diplomas reconhecidos por conselhos profissionais federais. Esse panorama encontra origem na falta de controle por parte do governo no setor da educação, que não verifica a procedência acadêmica de novas universidades, como a formação do corpo docente. Sendo assim, o estabelecimento de critérios deve ser elaborado e cumprido pelas instituições para que a qualidade do ensino seja mantida e o diploma devidamente admitido por conselhos. Nessa perspectiva, a garantia de uma educação verdadeiramente reconhecida deve ser um objetivo perseguido pelas entidades governamentais, de modo que o direito à educação, citado na Carta Magna brasileira seja respeitado. Dessa maneira, um controle maior da qualidade dos cursos de graduação faz-se urgente para que os diplomas universitários dos alunos sejam admitidos por instituições profissionais.

Torna-se evidente, portanto, que as perspectivas da educação à distância no Brasil mostram-se positivas, apesar de desafios, como o maior controle de qualidade por parte do governo. Para favorecer essa conduta, cabe ao Ministério da Educação criar gabinetes de fiscalização que controlem e supervisionem anualmente a qualidade de ensino das instituições privadas de ensino, de forma que os diplomas dessas faculdades seja analisado e tenha seu prestígio verificado. Dessa forma, o ensino à distância poderá beneficiar mais estudantes, ampliando o acesso ao ensino superior e ao mercado d trabalho no Brasil.