Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 24/10/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea do Brasil, é o oposto, uma vez que as perspectivas e desafios da educação à distância no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam os planos de More. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grande empecilho, em virtude do sucateamento da educação e a crescente desvalorização do magistério.
Precipuamente, é fulcral que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso está em déficit no país. De maneira análoga, é possível perceber, que o sucateamento da educação rompe com essa harmonia, haja vista que com o falho ensino virtualizado, o governo tem a ganhar com essa proposta, onde não é necessário a manutenção de um lugar apropriado para lecionar, ou seja, os gastos são menores. Nesse contexto, os alunos necessitam de mais disciplina para aprender sozinhos, havendo uma evasão de 37,2% contra 27,9% nos cursos presenciais, dessa maneira, é indispensável a relação professor-aluno para formar um profissional capacitado.
Outrossim, destaca-se a desvalorização dos professores como impulsionar do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Segundo a OCDE - 2018, o Brasil apresenta um dos piores salário para os professores, ficando abaixo da média mundial e lidera o ranking de violência contra os magistério. Assim, muitos professores, para aumentar a renda, assumem aulas in loco, sendo uma maneira segura e lucrativa de mantem a profissão.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de uma mundo melhor. Destarte, o Ministério da Educação, em parceria com o Governo Federal e com as instituições de ensino, restrinjam os cursos a distância que necessitem de aulas presenciais para sua formação, de forma a priorizar a educação de qualidade. Nesse sentido, o intuito de tal medida deve ser analisar cautelosamente as necessidade de cada curso e trazer melhorias para as instituições e futuros formandos. Assim, atenua-se-à, em médio e longo prazo, o impacto do ensino a distância,e a coletividade alcançará a Utopia de More.
sucateamento da educação não representa apenas um descompromisso, ou irresponsabilidade dos governos. É, sim, uma forma lucrativa de estabelecer um setor bilionário que se mantém graças às carências da educação pública.