Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 20/10/2019

Com os avanços dos meios informacionais no século XXI, houve também uma ampliação de conteúdos e informações veiculadas por tais modelos, dessa forma, abre-se novas perspectivas no que dista a educação, sendo desse modo amplificado os modelos de educação a distância, ou de forma simplificada, EAD. Entretanto, surge desafios mediante tais ampliações, principalmente aqueles em que se considera a credibilidade de alguns cursos ofertados dentro desse método.

Atualmente, no Brasil, os meios de educação à distância se expandiram de forma expressiva, chegando em 2019 a cerca de 21% dos cursantes do ensino superior de acordo com o Jornal Nacional. Entre os fatores justificativos, está a flexibilidade de horários e locais, podendo ser adequados à rotina do estudante mediante conexão com Internet. Além de tais fatores, há também a questão econômica, tendo em vista que as mensalidades são mais baratas quando comparadas aos cursos presenciais, chegando a uma diferença de quatrocentos e trinta reais para o curso de administração por exemplo, dado expresso pelo Jornal Nacional.

Entretanto, a credibilidade de tal modelo é condenada por alguns profissionais, entre outros fatores, pelo raro contato do educador com os alunos, além de que com a facilitação do acesso ao ensino há mais chances de profissionais receberem o diploma sem efetivamente estarem aptos à exercer a profissão, é o que menciona César Callegari, presidente da Instituição Brasileira de Sociologia Aplicada

em sua frase “Estamos formando profissionais deficitários na sua formação que terão repercussão grande na qualidade do ensino quando eles se transformarem em professores”.

Dessa forma, mesmo com os benefícios trazidos por tal modelo, há a necessidade de encarar os desafios para que profissionais possam ser formados com excelência e possam estar disponíveis a ocupar cargos que exijam maior qualificação profissional, sendo assim, medidas que comprovem o conhecimento adquirido poderiam ser efetivadas pelo Ministério da Educação, com a aplicação de testes e avaliações mais rígidas por exemplo, além de serem colocados em avaliação de forma efetiva pelo MEC, as cargas horárias exigidas pelos cursos e o método de ensino, para que dessa forma, crie um perfil melhor dos profissionais formados, de modo a relacionar as informações lecionadas ao que é exigido para ocupar os cargos e de forma a fiscalizar e tomar medidas concretas, como o fechamento do curso, quando tais padrões não forem atendidos, tais medidas visariam uma formação com maior qualidade para aqueles que cursam o ensino a distância .