Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 20/10/2019

O autor Rildo Cosson em sua obra “Letramento Literário” aborda em uma de suas vertentes que a educação sempre deve caminhar no contexto em que o aluno está inserido. Diante disso, o ensino a distância vem como uma forma de se adaptar a uma determinada demanda de alunos na tentativa de facilitar o acesso a aprendizagem. No Brasil, ainda existe um longo caminho para real valorização da educação à distância, este cenário antagônico está relacionado a visão preconceituosa dessa metodologia, reforçado pela falta de atividades práticas atreladas ao curso, que por sua vez comprometem a aprendizagem do aluno.

Sob essa conjuntura, vale ressaltar a visão preconceituosa das modalidades de ensino a distância. Para o filósofo Foucault a sociedade se manifesta através das informações que são proliferadas. Ainda que exista uma forte tendência do avanço das tecnologias e da modernização do ensino, a falta de informações que rondam acerca da metodologia geram incertezas e dúvidas na hora de escolher como estudar.

Ademais, a falta de atividades práticas nos cursos de modalidade não presencial é promotor do problema. Partindo desse pressuposto, o contato físico e social das aulas também é de extrema importância na hora de formar relações e solidificar experiências futuras para preparar o individuo na sociedade. Tudo isso retarda a resolução do conflito, já que muitas vezes as instituições não fornecem atividades práticas suficientes para a formação do aluno, o que contribui para perpetuação deste cenário.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para resolver a problemática. Dessarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se urgentemente que  o Tribunal de Contas da União direcione capital, que por intermédio do Ministério da Educação deverá ser convertido em programas sociais que através da mídia divulgue informações acerca do ensino à distância, tirando todas possíveis dúvidas e acatando as sugestões para melhoria desse sistema, sendo assim combatendo a visão preconceituosa desse modelo de ensino. Ademais, cabe o Poder Legislativo criar leis que regulem de forma rigorosa o ensino não presencial para determinar uma porcentagem miníma de aulas práticas de acordo com o tipo de ensino.  Desse modo, atenuando a solução para o problema e abrindo portas para novas formas de aprendizagem.