Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 02/11/2019

O filme estadunidense “Primeiro da classe” narra a história de superação do professor Brad Cohen, deficiente da Síndrome de Tourette, que foi rejeitado e impedido de lecionar suas aulas durante toda a vida, recebeu a oportunidade de mostrar sua capacidade, causando uma reviravolta na trama. Fora da ficção, o avanço da tecnologia abre caminhos para a evolução social e profissional como o ensino a distância (EAD), o qual proporciona uma expansão de oportunidades para a inclusão de indivíduos, antes segregados socialmente, e também jovens com baixo poder financeiro. Assim, analisar esses fatores é fundamental para compreender tal realidade.

Antes de tudo, é fato que o ensino remoto é uma ferramenta de crescimento para a população que sofre com o tratamento depreciativo da sociedade. A esse respeito, uma matéria publicada pela Universidade da Amazônia (UNAMA) revela que deficientes motores não serão prejudicados pela falta de mobilidade, pois o acesso à internet domiciliar proporciona a comodidade e segurança requeridas pelos indivíduos para participarem do sistema de ensino. A partir dessas informações, pode-se obter uma conclusão otimista, pois se tem a iniciativa do processo de engajamento do grupo de deficientes. Grupo esse que geralmente tem rotinas mais restritivas que os demais.

Ademais, o EAD por representar um método otimizado, flexível e de um relativo custo acessível, gera uma perspectiva de mais possibilidades para pessoas de diversas classes sociais, sobretudo as que se encontram em vulnerabilidade econômica e buscam minimizar a desigualdade existente juntamente com a ascensão no mercado de trabalho. Acerca dessa premissa, dados da Associação Brasileira de Ensino a Distância expõem que 60% dos matriculados são advindos de escolas públicas, o que confirma a tese de que o ensino pelo meio virtual é um grande artifício aliado ao desenvolvimento.

Portanto, é notório que tal modalidade de ensino é uma via eficaz para o acesso democrático à educação e o mercado laboral. Então, o Ministério de Educação deve investir em criação ou melhorias nas instituições de ensino, por meio de projetos expansivos da tendência tecnológica nos ambientes acadêmicos difundidos em todo o país. Feito isso, é necessário também a fiscalização do sistema tecnológico oferecido, através de pesquisas semestrais sobre a estrutura e o progresso obtido no meio docente e avaliações sobre o conhecimento dos alunos. Espera-se, com isso, alcançar um desenvolvimento nacional e o cessar de acontecimentos semelhantes ao do protagonista de “Primeiro da classe”.