Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 21/10/2019

O filme estadunidense “Primeiro da classe” narra a história de superação do professor Brad Cohem, deficiente da Síndrome de Tourette, que foi rejeitado e impedido de mestrar suas aulas durante toda a vida, recebeu a oportunidade de mostrar sua capacidade, causando uma reviravolta na trama. Fora da ficção, o avanço da tecnologia abre caminhos para a evolução social e profissional como o ensino a distância (EAD), o qual proporciona uma expansão de oportunidades para a inclusão de indivíduos antes segregados socialmente, e também jovens com baixo poder financeiro. Assim, analisar esses fatores é fundamental para compreender tal realidade vivenciada atualmente.

Antes de tudo, é fato que o ensino remoto é uma ferramenta de crescimento para a população que sofre com o tratamento depreciativo da sociedade. A esse respeito, uma matéria publicada pela Universidade da Amazônia (UNAMA) revela que deficientes motores não serão prejudicados pela falta de mobilidade, pois o acesso à internet domiciliar proporciona a comodidade e segurança requeridas pelos indivíduos para participarem do sistema de ensino. A partir dessas informações, pode-se obter uma conclusão otimista, pois se tem a iniciativa do processo de engajamento do grupo de deficientes. Grupo esse que geralmente têm rotinas mais restritivas que os demais.

Ademais, o EAD por representar um método otimizado, flexível e de um relativo custo acessível, gera uma perspectiva de mais possibilidades para pessoas de todas as classes sociais, sobretudo as que se encontram em vulnerabilidade econômica e buscam minimizar a desigualdade existente almejando a ascensão social no mercado de trabalho. Acerca dessa premissa, dados da Associação Brasileira de Ensino a Distância expõem que 60% dos matriculados são advindos de escolas públicas, o que confirma a tese de que o ensino pelo meio virtual é um grande artifício aliado ao desenvolvimento.   Portanto, é notório que tal modalidade de ensino é uma via eficaz para o acesso democrático à educação e o mercado laboral. Então, é necessário o apoio do Ministério da Educação para investir e fiscalizar o desempenho das instituições e alunos, objetivando extrair o máximo de rendimento e proporcionar uma boa estruturação do sistema educacional, visando estar apto para forma profissionais qualificados. Sendo assim, haverão chances de alcançar um desenvolvimento nacional e o cessar de acontecimentos negativos semelhantes ao do protagonista de “Primeiro da Classe”.