Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 22/10/2019

Na série de televisão “Better Call Saul”, disponibilizada pela Netflix, é mostrada a vida de um advogado novato no ramo da advocacia. Nessa ótica, em um dos episódios, o tio do protagonista menospreza-o por sua formação através do ensino à distância(EAD), pois ele acha que tal educação não forma bons profissionais. Fora da ficção, tal situação é recorrente no cotidiano brasileiro. Por isso, deve-se analisar tal preconceito na sociedade e, ainda, os seus impactos no país, necessitando-se de medidas para atenuar os entraves.

Em primeiro lugar, destaca-se o preconceito quanto ao modo de formação do indivíduo. A respeito disso, segundo uma matéria divulgada no site Estadão, é mais fácil para pessoas de cursos presenciais conseguirem emprego. Desse modo, pessoas com a mesma capacidade intelectual e técnica são analisadas de forma diferentes, de acordo com a instituição formadora e de acordo com o tipo de ensino. Sendo assim,  as empresas optam pelos cidadãos formados pelo modo presencial e acabam por excluir uma parcela significante da população, pois, há cerca de 7 milhões de estudantes matriculados em alguma matéria online, segundo a Associação Brasileira de EAD.

Como consequência disso, o mercado brasileiro é afetado. Quanto a essa questão,  vários cursos de educação à distância contemplam áreas como engenharia e licenciatura, mas, devido ao preconceito, as pessoas são desestimuladas a ingressarem nesse modo de ensino superior. Dessa forma, o mercado brasileiro sofre as consequências da falta de profissionais. Como exemplo disso, citam-se uma reportagem no site G1, a qual mostra a carência de engenheiros no país. Por conseguinte, o Brasil tem sua economia afetada, pois a lacuna de profissionais impede o avanço do país em diversas áreas,

Portanto, medidas precisam ser tomadas para amenizar essa problemática exposta. Para tanto, faz-se necessário que as empresas eliminem a preferência por um modo de ensino, fazendo isso por meio de entrevistas ou provas que comprovem unicamente a capacidade técnica e intelectual do indivíduo para aquele cargo, independente de onde ele concluiu o curso. Além disso, é mister que o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, incentive o ensino à distância na esfera educacional. Nesse âmbito, ele pode criar cursos de EAD públicos, os quais corroborarão para suprir a necessidade de profissionais que o Brasil precisa. Somente assim, os entraves serão atenuados e situações como as de “Better Call Saul” não farão parte da realidade.