Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 22/10/2019
Com o surgimento da Terceira Revolução Industrial, também chamada de Revolução Técnico-Científica-Informacional, diversas profissões foram substituídas pelo uso de máquinas e outras passaram a exigir maiores níveis de especialização acadêmica. Entretanto, obter a requerida graduação muitas vezes torna-se caro e inacessível ao trabalhador, forçando-o a se manter em cargos menos bem remunerados. Contudo, em meio as disrupções surgidas durante o século XXI, o ensino a distância veio como uma nova oportunidade para os indivíduos que desejam um diploma, tornando-se uma forma de democratização da educação, sem necessidade de locomoção e com preços acessíveis. Todavia, ainda é uma ferramenta que gera dúvidas quanto a sua qualidade e legitimidade comparando-se a um curso presencial.
A princípio, é importante ressaltar que, de acordo com o último Censo da Educação Superior realizado em 2015, cerca de 50% dos estudantes de ensino à distância (EAD) tem entre 31 e 40 anos e, além disso, 70% não somente estudam como também trabalham. Ou seja, grande parte dos discentes dessa modalidade são adultos que desejam voltar a estudar sem deixar o trabalho, e ainda, por um menor preço que as universidades presenciais. Dessa forma, é evidente que essa ferramenta é de grande importância na vida dessas pessoas, que ao concluírem os estudos, passam a ter novas oportunidades e possibilidades no mercado de trabalho.
No entanto, mesmo com os inúmeros benefícios gerados pela educação a distância, ela ainda é uma modalidade que é alvo constante de críticas. Haja vista que é um método de ensino realizado à domicílio, sem a presença direta do professor e pelo computador, sem a infraestrutura que estaria presente em uma universidade. De acordo com o Censo supracitado, 3/5 dos graduandos em pedagogia estão cursando à distância, o que gera dúvidas quanto a sua futura proficiência na didática, por exemplo, já que estudar em casa torna mais difícil o seu desenvolvimento. Desse modo, é dubitável a qualidade do ensino gerado pelo EAD, afinal, não há garantia do comprometimento do aluno com o curso e se os recursos digitas serão capazes de suprir suas necessidades.
Portanto, para garantir o acesso democrático a educação de qualidade e acessível, é necessário que algumas medidas sejam tomadas. Cabe ao Ministério da Educação garantir a qualidade dos cursos EAD, ao realizar provas periódicas nas faculdades para verificar a evolução dos alunos durante o curso e assim certificar que ali serão formados profissionais bem qualificados. Ademais, as próprias universidades devem aumentar a quantidade de aulas presenciais, por meio da abertura de mais polos, para assim permitir que todas as dúvidas dos alunos possam ser sanadas.