Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 22/10/2019
Ao afirmar, “se querer prever o futuro, estuda o passado’’, o filósofo chinês Confúcio faz, de certa maneira, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, ele estava certo, pois os desafios na educação à distância no Brasil, não é um problema atual, desde a Idade média já existiam entraves na educação, o ensino era para poucos e só os filhos dos nobres estudavam, desta forma, grande parte da população medieval era analfabeta e não tinha acesso aos livros. Porém, hodiernamente, as possibilidades evoluíram e um recurso que permite a renovação profícua do mercado de trabalho é o ensino a distância (EaD), o qual proporciona oportunidades de capacitação por indivíduos mais velhos e oriundos de escolas publicas. Diante disso, analisar esses fatores é importante para compreender os impactos desse modelo de instrução no contexto laboral.
Mormente, é fulcral pontuar que o ensino a distância é uma ferramenta de crescimento essencial para a população mais madura. Comprovando isso, uma pesquisa divulgada pelo Jornal Folha de São Paulo revela que estudantes universitários inscritos na modalidade EaD têm, em sua maioria, 26 a 40 anos. A partir desse dado, pode-se trazer uma reflexão otimista, visto que, indivíduos mais velhos possuem uma rotina cansativa de trabalho e atividades extras, logo o ensino a distância revela-se como um excelente mecanismo de capacitação daquele grupo.
Em segundo plano, o EaD é um grande aliado na contribuição do desenvolvimento socioeconômico na sociedade. Acerca dessa premissa, dados da Associação Brasileira de Ensino a Distância revelam que 60% dos matriculados são oriundos de escolas da rede pública, o que revela que a modalidade contribui para inserir os indivíduos desse grupo no mercado de trabalho. Por conseqüência, tal recurso permite a expansão do ensino e das oportunidades de emprego impactando positivamente na economia do Brasil.
Diante do exposto, é evidente como o ensino via internet é um aliado eficaz para o acesso democrático à educação e ao ambiente profissional. Para reforçar esse papel, cabe ao Ministério da Educação fiscalizar periodicamente o desempenho dos cursos, por meio da realização de avaliações recorrentes do corpo docente, esses testes devem ser realizados a cada semestre letivo, com o objetivo de mensurar a capacidade dos professores e o nível de evolução dos alunos. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto dos desafios da modalidade de ensino a distância. Conforme o filósofo Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”, com esse modelo de pensamento, conclui-se que essa modalidade contribuirá de forma impactante na vida daquele grupo, tornando viável chegar até eles a educação.