Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 23/10/2019

A obra “Clarissa”, de Érico Veríssimo, conta a história de uma menina que para estudar precisou sair do interior, devido ao difícil acesso à educação encontrado lá, abandonando, portanto, toda a sua família e amigos. Analogamente, essa obra pode representar infeliz situação de muitas pessoas, a qual pode ser convertida com a implementação do ensino a distância (EaD) e a luta pela diminuição dos seus problemas, integrando cada vez mais pessoas.

Em primeiro lugar, é importante destacar que existe um enorme preconceito em relação aos estudos mediados por tecnologias. Portanto, muitos indivíduos acreditam que apenas o ensino presencial forma profissionais capacitados, o que diminui a procura por esse mecanismo, pois temem não conseguirem ingressar no mercado de trabalho. Porém, são pensamentos equívocos, visto que por meio da internet é possível assistir aulas, tirar dúvidas, como todos os outros alunos, o que pode ser observado na animação feita pela Secretaria de Educação a Distância, mostrando como esta funciona e como pode ser boa se houver a dedicação do estudante.

Além disso, como disse Steve Jobs, a tecnologia é capaz de mudar o mundo, uma vez que ela liberta as pessoas, oferecendo oportunidades e acesso a educação para muitas que não possuem condições para frenquentar aulas presenciais, seja por dificuldades socioeconômicas, seja por o lugar onde reside não oferecer acesso. Para isso, ela precisa alcançar a todos, entretanto, por causa do pouco investimento em cursos de informática e em projetos que democratizam o acesso ao universo digital, como as Naves do Conhecimento, grande parte da sociedade, principalmente, do interior, não possuem nem mesmo contato com a tecnologia, limitando o alcance ao EaD, o qual passa a não cumprir totalmente o seu objetivo.

Percebe-se, pois, que como disse Paulo Freire, a educação é capaz de mudar o mundo, para isso, todos precisam ter acesso a ela, e a modalidade a distância tem grande potencial para alcançar isso. Portanto, o governo, por meio do Ministério da Educação, poderia investir mais em projetos, como propagandas, visando a mudança da mentalidade em relação à esse método, desmitificando os preconceitos e mostrando como ela pode ser boa. Além disso, deveria investir mais em projetos, como a Nave do conhecimento, espalhando-os por várias regiões do Brasil, visando disponibilizar o acesso gratuito aos meios tecnológicos e cursos para ensinar como usá-los. Dessa forma, o ensino a distância conseguiria cumprir seu objetivo democratizador e menos pessoas precisariam passar pelo o que a Clarissa passou.