Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 25/10/2019
De acordo com o filósofo e educador brasileiro, Paulo Freire, “Se a educação sozinha não muda o mundo, tampouco o mundo muda sem ela”. Nessa perspectiva, a educação brasileira deve ser analisada, ponderando sobre a influências dos avanços tecnológicos no cenário educacional, o que influencia a disseminação do Ensino à distância. Assim, as perspectivas e os desafios dessa nova modalidade de ensino devem ser colocadas em análise, a fim de efetivar a democratização do acesso à educação.
Segundo o artigo 6º da Constituição Federal, é direito inalienável dos cidadãos o acesso à educação de qualidade, entretanto, vários indivíduos ainda possui esse direito cerceado. Em um contexto de pós-modernidade, onde as relações sociais são pautadas na efemeridade do tempo e as grandes cidades acometidas por mazelas como violência urbana e problemas de transporte, a educação à distância configura-se como uma grande oportunidade para a difusão do conhecimento, visto que dispõe da flexibilidade de horários, além de ampliar a acessibilidade. Prova disso é que o Dos 8 milhões de alunos que estão na faculdade no Brasil, quase 20% fazem o curso à distância, segundo dados publicados pelo G.1.
Por outro lado, entretanto, a nova modalidade de ensino enfrenta grande descrédito frente a sociedade atual, o que acaba por desestimular os potenciais alunos. Segundo o filósofo iluminista John Locke, o homem é como uma tela em branco que é preenchida por experiências e influências. Nesse contexto, uma vez que com o E.A.D. o processo de socialização é reduzido, o conhecimento e o desenvolvimento do senso crítico é afetado. Aliado ao fato de que o desenvolvimento da pesquisa científica, uma das premissas do ensino superior, é afetado, os discentes sofrem intenso preconceito no mercado, sendo tidos como inferiores.
Infere-se, portanto, que apesar de o sistema E.A.D. possibilitar maior difusão do saber, os seus adeptos ainda sofrem com grande preconceito frente a sociedade. Desse modo, cabe à mídia, enquanto formadora de opiniões, juntamente com o Ministério da Educação, divulgar as beneficieis do ensino a distância, por meio de ficções engajadas e campanhas publicitárias. Ademais, O governo, utilizando de instituições com a ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância) desenvolver e divulgar programas e pesquisas que comprovem a qualidade do ensino. Pois, somente assim, conseguir-se-á mudar a sociedade.