Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 29/10/2019
Conforme o sociólogo Habermas, os meios de comunicação são essenciais para a razão comunicativa. Visto isso, é possível mencionar que a internet é fundamental para o desenvolvimento da sociedade. Entretanto, os inúmeros desafios da educação a distância (EAD) evidencia que o Brasil se mostra indiferente ao pensamento de Habermas. Nesse contexto, para combater esse obstáculo, hão de se desconstruir a desinformação da população e a falta de contato com a tecnologia; além de o papel do Ministério da Tecnologia (MCTIC) para a resolução desse impasse.
É relevante abordar, a princípio, a falta de informação da sociedade e sua contribuição para a continuidade dessa problemática. Acerca disso, o sociólogo Jean Baudrillard defende a tese que os cidadãos vivem em um mundo onde há mais informações e menos sentido. Sob esse viés, percebe-se que substancial parcela dos brasileiros não consegue lidar com o bombardeio de notícias; logo, as pessoas são enganadas por pensamentos errôneos a respeito da educação a distância, haja vista que na modernidade a mentalidade dos tupiniquins ainda persiste que somente o ensino presencial forma profissionais capacitados; o que se mostra um grave equívoco, pois o diploma na EAD tem o mesmo peso que um presencial, ou seja, é um pensamento completamente errado. Desse modo, conforme Jean, é incoerente que - mesmo sendo nação pós moderna - a desinformação sobre o ensino não presencial ainda seja realidade no Brasil.
De outra parte, é essencial pontuar o distanciamento da cultura verde amarela com a tecnologia nesse cenário. A esse respeito, convém ressaltar o pensamento de Steve Jobs - fundador da Apple -, o qual afirma que todos os indivíduos ao redor do mundo deveriam dominar a tecnologia. No entanto, a precária educação tecnológica evidencia que o ideal de Jobs está distante ser concretizado na contemporaneidade, o que a acarreta a dificuldade dos cidadãos a aderirem a educação a distância, visto que, infelizmente, boa parte dos brasileiros não sabem utilizar os aparelhos tecnológicos para fins educativos e, obviamente, isso se mostra um grave obstáculo para o ensino EAD.
Destarte, cabe ao Congresso Nacional, mediante o aumento do percentual de investimentos, o qual será possibilitado por uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias, liberar capital que, por intermédio do MCTIC, será revertido na promoção de palestras que, ao serem ministradas em escolas e universidades, informem os indivíduos sobre as vantagens e desvantagens do ensino a distância, com o objetivo de desconstruir pensamentos errôneos a respeito do EAD, bem como incentivar as pessoas que moram longe de universidades a optarem pelo ensino não presencial; valorizando, assim, o ideal de Habermas.