Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 29/10/2019
O fenômeno da globalização foi responsável pela ampliação da internet pelo mundo. Como consequência, ocorreu a expansão do sistema de educação a distância -EAD-, para o meio virtual. Sob essa ótica, torna-se mister analisar as perspectivas e desafios da EAD no Brasil contemporâneo, como a grande dependência tecnológica e a superficialidade dos cursos.
A priori, convém citar o pensamento do empresário Steve Jobs: ‘‘A tecnologia move o mundo’’. Nesse sentido, torna-se evidente a importância da tecnologia para o mundo globalizado. Dessa forma, ao analisar a alta dependência tecnológica que os cursos EAD possuem, constata-se que sem uma conexão estável ou sem um material de qualidade, o aluno é facilmente prejudicado. Por exemplo, se ocorrer algum erro na conexão ou com computador, o aluno é o principal afetado, visto que o mesmo perderá tempo de aula e conteúdos. Logo, torna-se necessário o comprometimento das empresas que utilizam o sistema EAD de modo totalmente virtual.
Em segundo plano, segundo o filósofo Imannuel Kant, o homem é aquilo o que a educação faz dele. Nessa perspectiva, o indivíduo é resultado direto da educação que recebe. Portanto, ao analisar a ineficácia governamental no que tange à fiscalização da qualidade dos cursos a distância, têm-se como consequência a superficialidade do ensino, haja vista que o imediatismo que marca o meio virtual atinge a educação, isto é, ocorre a agilização do processo educacional. Em decorrência disso, ocorre o prejuízo ao aluno, já que o processo de aprendizado não é contemplado corretamento.
Destarte, medidas devem ser efetivadas a fim de mitigar o cenário vigente. É de competência das empresas privadas de educação a efetivação de aulas de reforço, por meio da presença de professores que ministrem as aulas perdidas por causa da grande dependência tecnológica que os cursos EAD necessitam, com intuito de compensar os alunos. Além disso, cabe ao Governo fiscalizar os cursos, por intermédio da criação de um órgão composto por profissionais da educação que se responsabilize pela avaliação da qualidade dos cursos, com finalidade de garantir o padrão dos cursos.