Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 25/10/2019

Graças à Terceira Revolução Industrial, novas metodologias foram incorporadas na educação, como, por exemplo, a modalidade de Ensino a Distância (EAD). Esta promove a construção de um conhecimento coletivo e informatizado, tão defendido pelo filósofo Pierre Lévy, devido a interação entre alunos e professores nas plataformas digitais dos cursos. Contudo, apesar da grande expectativa com a educação a distância, há ainda algumas barreiras que acabam diminuindo a sua atuação no Brasil.

Em primeiro lugar, um dos fatores que tem motivado os brasileiros a optarem por um curso EAD é a possibilidade de aprimoramento profissional. A pesquisa divulgada pela revista Veja, por exemplo, confirma isso, pois dos três perfis de estudantes desses cursos, um deles compreende profissionais que já estão no mercado de trabalho e almejam por maior especialização. Assim, devido a maior flexibilidade que o ensino a distância oferece, ele tem atraído muitos brasileiros, contribuindo para a maior capacitação dos trabalhadores.

No entanto, há ainda muito preconceito por parte da população em relação à qualidade dos cursos a distância oferecidos, o que contribui para a discrepância entre a procura por eles em relação aos presenciais. A princípio, esse preconceito se manifesta na crença infundada de parte da população de que eles são mais fáceis que os demais. A explicação para a ocorrência desse pensamento, vem do fato desse tipo de ensino ser relativamente recente no Brasil - os seus primeiros cursos de ensino superior surgiram apenas em 1970, em Brasília - e de não ter ocorrido uma maior difusão de orientações a respeito dele na prática.

Diante do exposto, é evidente a necessidade de maior conscientização da população acerca dos benefícios da educação a distância. Isso cabe ao Ministério da Educação, que deve agir por meio da difusão de campanhas nas redes sociais e na televisão para esclarecer os mitos existentes, que desvalorizam essa forma de ensino. Assim, os brasileiros terão uma educação informatizada e abrangente, como a proposta pelo filósofo Lévy.