Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 26/10/2019
Dado disponibilizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística aponta que, no ano de 2017, três em cada quatro domicílios em âmbito nacional tinham acesso a internet. Entretanto, diversos desafios surgem quando posta em pauta a utilização de recursos digitais em prol da formação educacional da população. Neste sentido, mostra-se necessário o esclarecimento acerca do tema para sanar as dúvidas e qualificar a eficácia da modalidade de ensino a distância (EaD).
De certo, a flexibilidade do modelo e o baixo custo são seus maiores atrativos. Por disponibilizar as lições 24 horas, os alunos tem maior autonomia em relação aos seus horários de estudo, além de não ter custos em relação a locomoção. Por consequência, é uma forma de profissionalização mais econômica. Uma matéria veiculada no site G1 aponta que, dos oito milhões de alunos matriculados na faculdade, cerca de 20% optaram por cursar online, número que comprova que está ocorrendo um movimento de mudança na forma educacional por uma parte da população brasileira.
Por outro lado, a mudança para uma plataforma digital acaba rompendo o laço do aluno com o professor, tirando a possibilidade de sanar dúvidas na hora, o que pode vir a ser um grande desafio na formação. A mecanização do ensino precariza a adaptação diante das necessidades específicas de cada aprendiz, tendo em vista que as aulas são gravadas e o docente muitas vezes sequer conhece seus discentes.
Assim sendo, a Secretaria Especial de Comunicação Social, deveria veicular nos canais de comunicação propagandas informativas sobre o ensino à distância, visando ampliar o conhecimento a respeito do assunto. Além disso, o Ministério da Educação, por meio de decreto-lei, poderia regularizar uma carga horária de aulas ao vivo. Para que, assim como nas salas de aula convencionais, houvesse uma aproximação do aluno com o professor.