Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 26/10/2019

Segundo o Teórico Paulo Freires, ensinar não é transladar conhecimento, mas criar viabilidades para sua própria produção e concepção. Esse panorama auxilia na análise das perspectivas do ensino à distância (EAD) visto que, apresenta aspectos negativos na formação social. Todavia, com os avanços tecnológicos, é possível que mais pessoas tenham acesso à educação.

Em primeiro plano, deve-se compreender que o número de brasileiros que exploram o EAD aumentou. Segundo o jornal Globo, mais de 21% dos estudantes optam por esse método. Entretanto, é notório que nesse modelo as relações socias são prejudicadas; a ausência do contato com outros alunos torna os vínculos afetivos defasados e prejudica a competência das relações sociais, importante no ambiente de trabalho. Além disso, este cenário é propício as doenças mentais, como a depressão. De acordo com o site Estadão, o exercício físico e o contato com os outros indivíduos são os principais mecanismos de ação contra a problemática. Logo, esse modelo de ensino apresenta obstáculos na formação social.

Em contraste, o ensino à distância é o preâmbulo para o conhecimento mais democrático. De acordo com o pensador Jonh Deway, a educação é o processo da própria vida, por isso deve ser trabalhada em problemas, hipóteses, dados e experiências. Sendo assim, seguindo a constituição federal, o contingente populacional que se encontra isolado das escolas e faculdades também podem estudar com a EAD. Outrossim, com o TIC’s - Tecnologia de Informação e Comunicação- conjunto de técnicas e equipamentos tecnológicos necessários para a conexão nas redes sociais e internet no século 21, a ratificação do conhecimento tornou-se maior e acessível para as pessoas que precisam de cargas horárias flexíveis, como os trabalhadores, e os que moram longe das escolas ou faculdades. Destarte, o sistema abrange esses grupos de maneira eficiente e democrática.

Infere-se, portanto, a necessidade de melhorias no modelo educacional brasileiro. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação e o Ministério da Tecnologia, principais órgãos nacionais responsáveis pelo investimento acadêmica e o desenvolvimento tecnológico, apresentarem projetos de subsídio a educação nas regiões mais isoladas, de forma que o cidadão possa ter acesso interpessoais com os professores e os colegas de turma, visando a manutenção dos vínculos afetivos. Dessa forma será possível uma formação acadêmica completa e com condições dignas para criar as viabilidades e concepções do conhecimento.