Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 29/10/2019
No contexto sociocultural brasileiro, o ensino à distância iniciou-se em meados do século XX com o rádio e consolidou-se na educação nacional nos dias atuais por meio da internet. É notório que o EAD trouxe flexibilidade, comodidade, democratização do ensino e custos baixos de mensalidade para a população, porém, os usuários também enfrentam o preconceito ainda existente no mercado e a plataforma ainda é limitada à rede e aos eletrônicos. Desse modo, intervenções são necessárias.
Em primeira instância, é importante salientar que a consolidação do ensino à distância trouxe boas perspectivas ao cenário educacional do país. Fica claro que a educação brasileira se encontra sucateada e precária, sendo assim, o EAD tornou-se uma opção para muitos cidadãos, principalmente por conta dos baixos custos das mensalidades e da democratização desse modelo, que expandiu o acesso ao conhecimento. Além disso, pode-se ressaltar também a flexibilidade e comodidade dessas plataformas, já que muitos estudantes não possuem tempo para se deslocarem até as universidades e buscam a graduação no espaço cibernético. Com isso, nota-se que essa modalidade de estudo resultou em algumas alterações benéficas à sociedade.
Em segunda instância, é necessário analisar que o EAD ainda enfrenta desafios e limitações no contexto nacional. É perceptível que muitos cursos e graduações exigem aulas práticas em ambientes específicos, como os laboratórios, e o ensino à distância ainda não consegue suprir e resolver esse entrave, bem como, tem-se também a questão da limitação desse modelo à internet e aparelhos eletrônicos, pois nem toda a população possui acesso a esses meios. Outros fatores relevantes são o preconceito ainda existente no mercado de trabalho com pessoas que possuem graduação à distância em comparação com pessoas formadas em universidades presenciais e o alto índice de evasão, pois muitos estudantes não se adaptam a esse modelo e desistem no decorrer do curso. Dessa maneira, sabe-se que medidas que abranjam e reduzam esses problemas são urgentes.
Portanto, é possível inferir que os baixos custos, a flexibilização e a democratização representam boas perspectivas para o EAD, contudo, o preconceito e as limitações são desafios a serem vencidos. Por conseguinte, é necessário que as instituições de ensino à distância, em parceria com o Ministério da Educação, promovam reformas nos modelos educacionais, com o intuito de melhorar a vivência do aluno e abranger todas as necessidades, por meio de aulas presenciais para cursos que necessitam de aula prática e melhorias nas plataformas, para que o ensino seja mais completo. Outrossim, é importante também que o MEC faça campanhas contra o preconceito e informe a população acerca do EAD, por meio de propagandas e vídeos. Desse modo, essa mazela atingirá menores proporções.