Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 30/10/2019
Apesar de parecer algo novo atribuído ao século XXI, a educação à distância (EAD) já existia no ano 1904 com anúncios de jornais que ofereciam cursos de datilografia por correspondências. Nesse contexto, hodiernamente, os cursos à distância promoveram maior acessibilidade e praticidade para as pessoas multitarefadas, principalmente pelos seus baixos custos e flexibilidade. Entretanto, o inacesso de parte da população juntamente com a falta de contato social que essa metodologia proporciona são empecilhos para essa nova tecnologia brasileira.
A princípio, a incapacidade da utilização do ensino à distância, decorrente do falta de acesso a internet, impossibilita que essas pessoas desfrutem dos seus benefícios. Nesse contexto, partindo do pressuposto de que esse sistema educacional necessita de redes tecnológicas, esse ensino torna-se impossível para a população mais pobre, visto que 46% dela não possui acesso à web, de acordo com a revista Exame. Desse modo, esse fator proporciona o baixo alcance do aprendizado e consequentemente segrega essa parcela populacional.
Ademais, esse método de ensino, não presencial, impede o contato social necessário para a formação do indivíduo. Consoante a teoria do filósofo Aristóteles: “Viver em sociedade é a finalidade do ser humano”. Nesse diapasão, a falta de interação com outras pessoas prejudica o desenvolvimento do respeito, companheirismo e do aprendizado em grupo. À vista disso, esse cenário pode atrapalhar na qualidade do profissional, de modo que as interações humanas são a base de quaisquer relações.
Em suma, está claro que apesar dos benefícios do ensino EAD, esse possui entraves que impossibilita sua total eficácia. Portanto, é imprescindível o auxílio do Ministério da Educação, principal competência que rege os investimentos nesse setor, no bom planejamento desse método de ensino, por meio de subsídios para que as faculdades desenvolvam aplicativos que não necessitem de acesso à internet, a fim de garantir a inclusão educacional de toda população como a do ano de 1904.