Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 30/10/2019
O filme “O menino que descobriu o vento” retrata como a falta de dinheiro e a localização geográfica impedem que o jovem africano William frequente a escola. Através disso, é possível refletir sobre como o ensino a distância pode contribuir para a democratização da educação no país e buscar solucionar os desafios que impedem o desempenho da modalidade. Primeiramente, deve-se entender que a educação é um direito de extrema importância. Segundo Nelson Mandela: “A educação é a ferramenta mais poderosa que podemos usar para mudar o mundo”, ou seja, apenas por meio da aprendizagem a sociedade será capaz de superar suas deficiências. Assim, a modalidade a distância surge como a solução ideal para que este direito possa ser acessado por todos, independente de onde estejam, contribuindo para o desenvolvimento educacional da população e para diminuição das desigualdades sociais.
Contudo, em razão do grande número de alunos inscritos em cursos não-presenciais, é necessário avaliar se os estudantes estão recebendo um ensino de qualidade tão eficaz. De acordo com uma reportagem do site G1, cerca de 2 milhões de brasileiros estão matriculados em faculdades a distância, o que corresponde a 21% do total de alunos do ensino superior do país. Logo, teme-se que a modalidade possa contribuir para a evasão escolar, ou para a má formação pedagógica dos discentes, uma vez que não há uma forma de analisar os resultados de aprendizagem destes, e compara-los aos níveis dos cursos presenciais.
Portanto, é necessário que o Governo Federal, juntamento com o Ministério da Educação, elaborem avaliações de desempenho da educação superior a nível nacional, para averiguar a aprendizagem dos estudantes de educação a distância e garantir que todos estejam recebendo um ensino de qualidade para que possam se formar e tornarem-se profissionais capacitados nas suas áreas de atuação.