Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 31/10/2019

No documentário “O futuro da aprendizagem”, de Manuel Castells, é retratado o ensino à distância como sendo o modelo educacional que proporcionará mais benefícios à sociedade. Hodiernamente, no contexto brasileiro, nota-se que o EAD possui diversos desafios mediante sua implementação. Dentre eles, evidencia-se o preconceito social e a baixa disponibilidade tecnológica da população.

Antes de tudo, é necessário relatar que o preconceito é um dos maiores empecilhos para a efetividade desse modelo. Segundo o gerente da empresa “BlackBoard”, Pavlos Dias, toda nova tecnologia é questionada acerca da sua eficácia, e não seria diferente com algo tão disruptivo como o EAD. Dessa forma, infere-se que as empresas apresentam receio na contratação de indivíduos que estudaram à distância, por não acreditar que essa forma de educação pode capacitar profissionais. Logo, é necessário extinguir esse comportamento preconceituoso.

Ademais, há uma baixa disponibilidade de tecnologias na sociedade brasileira. A partir disso, cabe-se analisar um censo do IBGE, o qual consta que apenas 60% dos domicílios possuem internet no Brasil. Nesse sentido, evidencia-se que o EAD não se comportaria como uma forma democrática de ensino, afinal, uma grande gama popula não possui acesso a tecnologia necessária. Faz-se imprescindível, portanto, a distinção dessa conjuntura.

Destarte, é necessário obter subterfúgios a fim de solucionar essa inercial problemática. Desse modo, o Ministério da Educação, órgão influente entre os jovens, deve demonstrar que o EAD pode construir indivíduos capacitados, por meio da divulgação, em jornais e nas redes sociais, de profissionais com carreiras bem-sucedidas, que lapidaram seu conhecimento com o uso da educação à distância. Tal medida tem a finalidade de combater o preconceito vigente, e por conseguinte, aumentar a contratação de profissionais formados por esse modelo educacional. Com isso aplicado, o futuro da aprendizagem , como pontua Castells, estará mais próximo da sociedade brasileira.