Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 31/10/2019

Desde o século XX, com a Revolução Técnico-Científica-Informacional, as relações sociais, econômicas e políticas sofreram intensas modificações, que só foram possíveis devido aos avanços tecnológicos ocorridos em todo o mundo. Dessa forma, grandes melhorias como a Educação à Distância (EaD) foram surgindo, e desde então, vem facilitando a vida de muitos brasileiros. Contudo, embora seja algo positivo, ainda apresenta entraves para sua completa e satisfatória instalação no Brasil. Dentre os quais se destacam a precariedade digital ofertada à grande parte da população e a qualidade duvidosa dos cursos.

Em primeiro lugar, alguns cursos à distância não tem tido a qualidade que necessitam. De acordo com Nelson Mandela: “a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”. Entretanto, quando se trata da EaD, existem lacunas que a impedem de cumprir efetivamente seu papel na sociedade. Por não terem um real contato com os professores, as modalidades à distância exigem um aprendizado independente maior do que a tradicional. Afinal, tal situação impossibilita que os alunos tirem dúvidas efetivamente, além de não possuírem o apoio e influência de outros estudantes.

Além disso, alguns problemas ainda impedem que a EaD alcance toda a população. Hodiernamente, mesmo com a expansão dos meios de comunicação, muitas pessoas, especialmente de áreas rurais, ainda não têm acesso a internet, tendo que se locomover até cidades mais próximas, o que dificulta o avanço da educação nessas áreas. Ademais, pessoas de renda baixa não têm condições de comprar aparelhos eletrônicos compatíveis com as modalidades da Educação à Distância, o que impossibilita que essa parcela da população utilize esse método de ensino, tornando, algo que deveria ser uma oportunidade de melhoria para todos, algo igualmente seletivo e elitista.

Em síntese, assim como afirma o filósofo italiano Nicolau Maquiavel: “uma mudança deixa sempre patamares para uma nova mudança”. Sendo assim, são necessárias medidas iniciais que resolvam o impasse. Cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, a disponibilização de incentivos financeiros, por meio de verbas destinadas à compra de aparelhos eletrônicos. Tais aparelhos devem ser destinados à pessoas de renda baixa ou que morem em locais distantes dos polos educacionais, com o objetivo de garantir um ensino menos seletivo e mais democrático. Dessa forma, será possível superar um dos desafios da Educação à Distância e as mudanças provocadas pela Terceira Revolução Industrial serão valorizadas.