Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 01/11/2019
Sabe-se que o ensino à distância consiste em uma modalidade de ensino dinâmica, através das novas tecnologias, cujo número de matrículas cresce em ritmo acelerado. Segundo o último censo divulgado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), cerca de 7 milhões de brasileiros optaram pelo ensino EAD em 2017, que se tornou uma boa alternativa de educação. No entanto, o modelo atual apresenta desafios a serem superados, uma vez que a qualidade do ensino nem sempre é satisfatória, além da pouca interação social que prejudica o desenvolvimento do aluno. Tais fatores precisam ser analisados para que o ensino a distancia seja aperfeiçoado.
De acordo com Immanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”. Neste sentido, é imprescindível que as pessoas tenham um ensino de qualidade, independente da modalidade escolhida. Entretanto, a qualidade da educação à distância é ineficiente, com mínimo contato entre alunos e professores e poucas aulas práticas, resultando em dúvidas pendentes que podem prejudicar o estudante. Dessa forma, o ensino EAD exige que o aluno busque por respostas de maneira autônoma, mas a falta de disciplina pode prejudicar a qualidade do aprendizado.
Além disso, outro desafio a ser superado é em relação à baixa interação social, que é um fator importante para o desenvolvimento de habilidades e competências do profissional. Exemplo disso é a facilidade de trabalhar em equipe, cujo atributo é desenvolvido através da socialização e, ainda, trata-se de um diferencial procurado no mercado de trabalho. Mas, quando a educação do aluno é completamente à distância, as instituições exigem participação presencial nula ou mínima, o aperfeiçoamento das diversas habilidades interpessoais é prejudicado.
Portanto, com base no que foi apresentado, é imprescindível que medidas sejam tomadas para resolver estes desafios. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação (MEC) aumente o contato entre alunos e professores da modalidade EAD, por meio de um número maior de aulas práticas exigidas, trabalhos em grupo, agendamento de aulas presenciais para esclarecer eventuais dúvidas e um sistema que acompanhe e avalie a presença e participação do aluno em atividades virtuais e presenciais. Dessa forma, será possível aperfeiçoar o modelo atual EAD, aumentando, simultaneamente, o aprendizado e a interação social destes alunos. Só então, o ensino à distância no Brasil promoverá, efetivamente, uma educação de qualidade.