Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 27/03/2020

O ensino a distância no Brasil vem sendo uma forma alternativa e tecnológica de incentivo ao estudo e à conclusão do nível superior. Na sociedade hodierna, é visto como uma maneira de concluir o ensino superior sem que haja necessidade de mudar de cidade ou de emprego devido ao horário de aulas, ou seja, é uma educação mais flexível quanto à horários e rotina. Mesmo sendo uma iniciativa boa, ainda há barreiras que impedem o desenvolvimento de tal forma de ensino, sendo necessário discuti-las.

Primeiramente, a principal dificuldade na consolidação do EAD (Ensino a Distância) no mercado de trabalho é o fato de que nem todas as pessoas que optam por esse tipo de graduação têm o compromisso de assistir às aulas, como na faculdade presencial, deixando lacunas na formação profis-

sional. Sendo assim, várias empresas não aceitam o diploma de EAD, por não confiarem em tal forma de ensino, o que afasta das pessoas o sonho de ter uma formação, uma vez que muitos não tem outra opção a não ser o Ensino a Distância e, devido à desvalorização deste no mercado de trabalho atual, optam por continuar trabalhando em áreas que não exigem formação acadêmica. Portanto, ainda há o preconceito contra a graduação em EAD comprando-se com a graduação presencial, assim como é comum a desvalorização das faculdades particulares e a supervalorização das faculdades federais, ainda que o profissional e sua dedicação na profissão sejam mais importantes do que o diploma em si.

Por conseguinte, ainda há a questão de que alguns cursos necessitam de aulas presenciais e de maior dedicação dos alunos, o que vem sendo um fator que impede o sucesso dos cursos a distância. O que define o aproveitamento do indivíduos em cada curso não é a instituição de ensino, professores ou material, mas a dedicação e o que faz para complementar aquilo que é visto em sala de aula, o que muitas vezes é deixado a desejar pelas pessoas que optam por essa forma de ensino por acharem ser uma maneira mais fácil e que exige menos esforço, sendo responsáveis por essa desvalorização da graduação a distância, uma vez que não procuram a qualificação profissional necessária. Logo, não somente a supervalorização das instituições de ensino federais, mas também a forma com que as pessoas encaram o EAD trazem como consequência o fato de que pessoas formadas por EAD são, em sua maioria, a segunda opção no mercado de trabalho devido à esse estereótipo.

Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação promover eventos que incentivem e conscientizem a população quanto à esse tipo de graduação, desconstruindo os estereótipos e valorizando os profissionais, a fim de melhorar a questão do desemprego no país e mostrar que o currículo profissional não é formado somente pela instituição de ensino, mas também pelo desempenho do indivíduo no seu meio de trabalho, sendo este o único responsável pela sua contratação.