Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 08/04/2020

Em meados de 1920, iniciava-se o ensino à distância da Universidade do Ar no Brasil. Através dela, os cidadãos que possuíam rádios obtinham oportunidades para realizar especializações em diferentes áreas. Atualmente, a internet é o meio mais significativo do aumento dessa modalidade de ensino, entretanto, brasileiros que não possuem meios de comunicação ou péssima distribuição de rede elétrica, sentem desafios na inclusão. Ademais, o treinamento que os estudantes receberam ao longo da vida, atrapalha, muitas vezes, o uso desse benefício.

Antes de mais nada, a Globalização tem o intuito de unificar os povos. Por meio de incentivos de programas televisivos educacionais profissionalizantes como o Telecurso 2000 e UNIVESP, a distribuição massiva de aulas alavancara a possibilidade dessa interação. Porém, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica, em 2017, milhões de brasileiros não tinham acesso a eletricidade em junção com a falta de acesso à internet em áreas rurais. No documentário “Pro dia nascer feliz”, é retratado a comparação de estudantes em escolas de Pinheiros - São Paulo e Manari - Pernambuco, com enfoque no espaço social. Pois como cita, o sociólogo Durkheim, a sociedade faz o indivíduo, relacionando que a falta de recursos presentes no espaço rural, não condiz com a interação que aquela Mundialização pretende, logo, a educação à distância (EAD) é substituída.

Além disso, desde o berçário é posto em mente dos alunos, a possibilidade de estudar apenas no convívio escolar: enfileirados e com interação física dos colegas de turma. Nesse contexto, a EAD dificulta, para muitos, a execução do cronograma do curso pretendido, já que sem a cobrança e a seriedade facial dos superiores lado a lado, há o aumento da responsabilidade e das distrações no local onde se estuda - geralmente nas próprias residências. Os deveres para casa iniciados na infância, comprovam que o comportamento rotineiro pode ser alterado com as circunstâncias, visto que produz autodisciplina, concentração e desenvolvimento do hábito de estudos. Por isso, em razão do crescimento que a EAD tem no Brasil, de acordo com o G1.com, é necessário mudanças para arrancar a rotina enraizada na mente da população discente.

Em suma, é mister que haja soluções para as áreas rurais e quebra da rotina dos estudantes. O Ministério da Educação em parceria com professores de aprendizagem devem elaborar palestras em escolas de todo o país, para prepará-los de forma eficiente, na utilização de aulas EAD, a fim de garantir, rendimento máximo. Ademais, empresas de banda larga devem unir-se com empresas de instalação elétrica e distribuir preços menores para a população de renda baixa, para assim, garantir o envolvimento social proposto atualmente, além de contribuir com o avanço da igualitariedade do país.