Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 04/04/2020
Em 1728, houve a primeira experiência com a educação a distância, pela qual os interessados receberiam um material de estudo sobre taquigrafia pelo correio. Dessa maneira, é possível inferir que esse modelo de aprendizado existe mesmo antes do advento da internet, mas que também vem evoluindo com ela. Entretanto, há desafios que precisam ser ultrapassados para a melhor utilização da EAD, estes, estão interligados à inclusão digital e a superficialidade do projeto.
Em primeira análise, o sistema de ensino a distância possui diversas vantagens, embora ainda não seja a primeira opção dos estudantes brasileiros. Desse modo, é possível contabilizar como benefício a inserção de alunos de áreas de difícil locomoção na rede. Sendo assim, a educação a distância também é útil em casos de saúde, nos quais o indivíduo está impossibilitado de assistir às aulas presenciais. No entanto, a internet e os materiais informáticos necessários para que esse processo seja possível, não estão disponíveis a todos os interessados.
Em segunda instância, o estudo online, além de interferir negativamente no processo de socialização do cidadão em formação, uma vez que qualquer interação está limitada a uma tela, é alvo de preconceito no mercado de trabalho. Ainda que o diploma de um curso EAD seja o mesmo que o oferecido no curso presencial, há ressalvas por parte dos contratantes. Isso ocorre, entre outros motivos, devido a fiscalização deficitária de órgãos do Governo e por ser uma forma de ensino “relativamente nova”, visto que começou a crescer com o surgimento da internet.
Depreende-se, portanto, a necessidade de medidas para sanar os obstáculos que impedem o crescimento do ensino a distância no Brasil. Por conseguinte, é de extrema importância a democratização do EAD, por meio de uma melhora ao acesso do produto, com a popularização de preços de bens tecnológicos, mediante influências governamentais. Logo, cabe também ao MEC reforçar a fiscalização e o controle de qualidade das aulas não presenciais, através do bloqueio de conteúdo indevido e informações inadequadas.