Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 09/04/2020

É fato que a educação a distância (EAD) está em expansão no Brasil. Esse modelo educacional promove grande acessibilidade, já que atinge diferentes regiões do país e também traz a descentralização do conhecimento, possibilitando maior autonomia do aluno. Contudo, o método utilizado apresenta adversidades que devem ser analisadas com o intuito de aprimorar sua eficácia.

De acordo com Aristóteles, o homem é um ser social, ou seja, necessita de convívio. Nesse sentido, observa-se que o EAD contrapõe esse preceito, visto que há uma baixa sociabilidade e, consequentemente, diminui o estabelecimento de relações interpessoais. Deve-se considerar também que muitas profissões exigem maior interação social e prática, como na área da saúde, em que há necessidade de aulas presenciais. Além disso, parte do mercado tem certa resistência à contratação de profissionais formados em cursos on-line, acarretando desafios na procura de emprego.

Ademais, é evidente que os meios tecnológicos estão presentes na maioria das casas atualmente. Entretanto, esse formato de ensino não seria abrangente àquelas pessoas que possuem pouca ou nenhuma disponibilidade a esses recursos, por exemplo, em algumas áreas rurais e suburbanas. Nesses locais, não há equipamentos necessários e internet, portanto, os moradores seriam incapazes de participar das atividades acadêmicas, formando assim, uma barreira na inclusão de toda a sociedade nesse formato de ensino.

Logo, faz-se necessário a criação de projetos que visem oferecer a democratização do acesso à internet por parte do governo, como a implantação de computadores em bibliotecas públicas, com o propósito de incluir a população no ensino a distância. Somado a isso, cabe ao Ministério da Educação viabilizar ações que tragam maior credibilidade ao modelo por meio de fiscalizações dos cursos e alterações nas grades, com o objetivo de aumentar a adesão dos estudantes ao EAD.