Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 08/04/2020

De fato, o avanço da tecnologia tem proporcionado à população cada vez mais praticidade na vida cotidiana. Um desses avanços é a educação a distância (EAD), que mostra-se um modo efetivo de ensino. O que se potencializou com a quarentena preventiva ao coronavírus, na qual, pela paralisação, vários institutos aderiram ao método. No entanto, a parcela menos abastada da população não tem acesso a essa forma de instrução pela inacessibilidade a uma rede de internet, outro problema é esse cursos não permitirem a socialização. Logo, medidas são necessárias para reduzir esse impasse.

Em primeira análise, como o acesso às redes de internet no Brasil não é democratizado, regiões menos industrializadas sofrem com o abandono por parte das empresas fornecedoras desses serviços. O subdesenvolvimento das partes Norte e Oeste em relação ao resto do país tem base no passado, porque a primeira área a ser colonizada foi o litoral e lá é onde foi priorizado o desenvolvimento. Diante disso, é elementar analisar as condições dessa população para mitigar esse reveses.

Em segunda análise, o mesmo motivo pelo qual o EAD é usado como estratégia para não parar com as aulas durante o período de quarentena é não haver necessidade do contato com outras pessoas, o que pode ser visto como óbice se levada em conta a filosofia aristotélica, a qual se refere ao homem como ser social por natureza. A escola presencial como espaço que contribui diretamente com a socialização, não pode ser totalmente substituída por uma educação sem interações. Desse modo, são essenciais atos que contenham esses conflitos.

Depreende-se, portanto, que medidas sejam implantadas para escassear esses conflitos. O Estado deve democratizar o acesso a internet por meio do incentivo que empresas instalem-na em todo território nacional e seja disponibilizada por um valor acessível com objetivo de que toda a população tenha acesso a ela. Com vista na parte social, a população deve ter consciência de que relações interpessoais são essenciais.