Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 14/04/2020

O “World Wide Web”, de Tim Berners-Lee, foi criado com o intuito de que toda informação pudesse ser compartilhada, pois seria utilizada uma linguagem comum. Em contraste a essa ideia de acesso a conteúdo, educar à distância no Brasil ainda configura-se como um desafio, em especial no que concerne à crença na metodologia clássica e à responsabilidade do aluno. Sendo assim, é fulcral a adoção de medidas e mitiguem o infortúnio.

A priori, o apego ao ensino tradicional inviabiliza o investimento e fomentação do ensino digital. Sob esta ótica iminente, o pai da psicanálise Freud concluiu a existência de três instâncias mentais, formadas de maneiras diferentes a depender do meio inserido. Nesse âmbito, crianças e adolescentes não são auxiliadadas a desenvolver a constância necessária para compreender assuntos sem auxílio constante de um professor, ainda que haja ajuda periódica de profissionais capacitados a lecionar. Destarte, revela-se a imprescindibilidade de desenvolver a disciplina desde a juventude.

Outrossim, o ensino a distância (EAD) exige muito mais alto controle e dedicação dos estudantes. Consoante a isso, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística associado à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua informam que, apesar de registrados mais de dez milhões de internautas em dois mil e dezessete, a maioria utiliza a internet para enviar mensagens por aplicativo. Nesse espectro, ainda que menos da metade da grade curricular de ensino superior seja à distância, as novas tecnologias não são utilizadas a favor da boa formação profissional. Dessarte, é medular que as instituições adaptem seus estudantes a essas novas formas de aprendizagem.

Portanto, com o fito de moldar a geração para as novas metodologias e desenvolver para sua fase adulta o foco e a concentração, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações em conjunto com o Ministério da Educação devem promover a adesão de tecnologia nos diferentes níveis de formação, por intermédio da criação de programas. Ademais, enquanto no ensino superior (no qual já há EAD implementado), haveria acesso a aulas e exercícios, na educação básica a plataforma bloquearia por tempo pré determinado o acesso a outros aplicativos que usam internet, estimulando controle, e carregaria informações extras, um complemento da aula presencial. Somente assim, a criação de Tim Berners-Lee pode efetivamente viabilizar a aprendizagem pelo acesso a informação digital.