Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 14/04/2020

No final do século XIX, algumas universidades dos Estados Unidos e da Europa iniciaram um processo de ensino não presencial, através de correspondências. Atualmente, o ensino à distância é feito por meio de sites e plataformas na internet, sendo cada vez mais utilizado no Brasil, principalmente no ensino superior. Há, por isso, uma discussão massificada nos meios telecomunicativos sobre os desafios da educação à distância. Aliás, esse é um assunto que envolve não só a qualidade do ensino, mas também o preconceito no mercado de trabalho. Todavia, um ponto é fundamental: apesar de ser desafiador amenizar os efeitos de tal problemática, é possível vencê-los com a adoção de medidas eficazes.

Em primeira instância, essa situação é um problema, pois a qualidade do ensino EaD é inferior a do presencial, conforme indica o ENADE de 2017, em que apenas 2,4% dos concluintes do ensino superior na modalidade EaD obtiveram nota máxima, sendo que 9% dos participantes de faculdades presenciais alcançaram tal feito. Assim, elas geram uma diminuição na qualidade do ensino no Brasil, gerando profissionais menos bem preparados. Tais fatores deixam clara a gravidade do percalço.

Em segunda instância, esse problema é difícil de ser resolvido, porque os profissionais formados no ensino a distância ainda não são bem aceitos no mercado de trabalho, consoante mostra uma reportagem feita pela BBC indicando que apenas 50% dos profissionais formados através do EaD conseguem atingir seu maior desejo profissional. Tal fato pode ocasionar desemprego derivado da falta de aceitação profissional, onde as empresas optam por pessoas que fizeram a faculdade presencial. Dessa forma, é visível que o assunto em estudo é desafiador.

Diante desses fatores, é inegável que os desafios do ensino à distância exigem a adoção de medidas eficazes. Uma delas cabe ao MEC melhorar a grade curricular e garantir a qualidade das universidades, através de provas e testes que comprovem a qualidade do ensino, para que sejam formados cidadãos competentes. Por fim, é de responsabilidade do Ministério do Trabalho incentivar as empresas a contratarem pessoas que fizeram tal faculdade, através de multas para que evitem esse tipo de preconceito, fazendo com que todos tenham chance de garantir um bom emprego. Com tais atitudes, é possível solucionar o problema.