Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil
Enviada em 17/04/2020
O ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, disse em um de seus discursos que a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo. Dessa forma, nota-se a importância de investimentos nos mais diversos meios de ensino. Logo, é imprescindível destacar o ensino a distância, entretanto, enfrenta desafios e problemáticas como qualidade e falta de acesso para as camadas de baixa renda da sociedade.
Insta ressaltar, inicialmente, que a qualidade do ensino EAD é menor do que o ensino presencial. De acordo com o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), realizado com os estudantes concluintes do ensino superior, cursos presenciais obtiveram conceito máximo; no ensino a distância, apenas 2,4%. Nesse viés, nota-se a necessidade de qualificar o ensino a distância, visto que, gera oportunidades para formação de estudantes que possuem dificuldades de se locomover até um polo presencial de ensino.
Ademais, cabe mencionar que a educação via EAD não é democrática, pois pressupõe o acesso a internet, computador ou celular. Apesar de estar se popularizando, o acesso a internet ainda não é realidade para 30% da população brasileira, de acordo com a pesquisa TIC Domicílios, a população rural e de regiões mais afastadas ainda sofrem com a ausência de contato com as mídias digitais. Nesse sentido, é preciso tornar acessível esse modelo de escolarização que tem aptidão de chegar em lugares isolados por meio de internet.
Dessarte, faz-se necessária a resolução da problemática supracitada. O MEC (Ministério da Educação) deve incentivar os professores a ter maior interação com os alunos para que a qualidade seja igual ao ensino presencial. Além disso, o Governo Federal deve dar auxílio para os estudantes de baixa renda que desejam fazer cursos EAD para que haja igualdade e uma educação acessível em todos os âmbitos. Dessa forma o Brasil estará usando a sua arma mais poderosa.