Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 26/04/2020

O método de educação a distância possibilita disseminação do conhecimento? Num contexto histórico, pode-se destacar a Grécia Antiga, onde os jesuítas tiveram um papel de disseminação do conhecimento, visto que repassavam o seu conhecimento para a população de massa, nesse período a educação era um privilégio da nobreza. O EAD (Educação a distância) se assemelha a essa situação, pois possibilita uma redemocratização do acesso a educação, indivíduos com baixo poder aquisitivo, hoje podem se qualificar, fugindo assim da alienação provocada pela ausência do conhecimento. No entanto, nota-se que esse tipo de ensino apresenta discussões, como o preconceito no mercado de trabalho e a evasão dos alunos. Assim é importante discutir sobre a EAD.

A princípio vale-se discutir sobre preconceito sofrido no mercado de trabalho uma vez que os profissionais formados no ensino a distância ainda não são bem aceitos no mercado. Em 2019, os conselhos profissionais de Medicina, Arquitetura, Urbanismo, entre outros publicaram resoluções que proíbem a inscrição e o registro de alunos de cursos da modalidade EAD, o preconceito inicial é o mesmo pelo qual passou o ensino tecnólogo e deve se dissipar com o tempo, segundo Albert Einstein “Tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa Humanidade” com isso fica claro que a EAD é uma modalidade que tem grandes chances de crescer ultrapassando as barreiras do preconceito.

Posteriormente, outro ponto que deve ser ressaltado é a evasão dos alunos no ensino EAD, as causas mais apontadas pelas instituições são falta de tempo para estudar e acúmulo de atividades visto que muitas pessoas que cursam o ensino a distância trabalham para conseguir manter os estudos, a falta de condições financeiras também impossibilitam os estudantes a ingressarem nessa modalidade de ensino, pois pressupõe o acesso a internet, computadores ou qualquer aparelho tecnológico que possibilite a aprendizagem. Regiões que sofrem com a falta de infraestrutura básica são as mais afetadas já que o acesso a internet ainda não é realidade para 30% da população brasileira de acordo com a pesquisa realizada em 2018 pela TIC Domicílios (Tecnologias da Informação e Comunicação).

Portanto, é preciso buscar maneiras de democratizar o ensino EAD. Inicialmente, o Ministério da Educação deve investir em melhores infraestruturas que permitam o acesso a internet principalmente em regiões carentes onde a demanda por conhecimento é maior, além disso conversar com os conselhos a fim de solucionarem os problemas enfrentados pelos estudantes, assim como criar diretrizes pautadas em aulas praticas para a melhor aprendizado do aluno, também se deve promover debates e políticas públicas que visem a conscientização e assim a minimização do preconceito.