Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 18/05/2020

Os primeiros registros de ensino a distância no país datam de 1904, neste período o Jornal do Brasil oferecia um anúncio de curso de datilografia por correspondência, de modo que, exemplificava uma maneira de ensino não presencial. Baseada em tal fato e aglutinada ao avanço industrial e tecnológico, a educação a distância (EaD) exibiu notável índice de crescimento, sobretudo no início do século XXI, e segue em expansão, uma vez que, apresenta vantagens em relação à comodidade e flexibilidade do tempo, e ainda apresentou-se como solução e desafio à educação brasileira perante ao isolamento social, em função do coronavírus, o qual o país vivencia.

Nesse sentido, o ensino a distância concebe maior benefício aos estudantes em relação ao baixo custo financeiro, vasta opção de cursos e graduações, diploma reconhecido e desenvolvimento de habilidades, além da, já mencionada, comodidade e versatilidade temporal, fazendo com que abranja a regalia de estudar a inúmeras pessoas que, deste modo, podem administrar sua rotina e aprender em casa. Nessa perspectiva, um estudo realizado pela Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), registrou um aumento de 17% em números de alunos matriculados de 2017 para 2018, o que exibe veracidade aos argumentos apresentados relacionados ao aumento da procura de ensino a distância decorrente de suas vantagens.

Ademais, por ser uma manifestação de aprendizagem que admite o estudo domiciliar, o EaD tornou-se uma estratégia utilizada por inúmeras instituições de ensino brasileiras, em virtude da, já citada, quarentena que se enfrenta. Contudo, este meio intitula-se como um desafio, primordialmente à rede pública, em função da alta taxa de alunos que se encaixam em baixa classe econômica, e não possuem acesso cotidiano a computadores e internet. Deste modo, um estudo feito pela rede de notícias brasileira, Agência Brasil, aponta que cerca de 33,5% dos estudantes da fase final do ensino médio não têm acesso à internet, classificando a situação como um problema de ordem pública, uma vez que, esses alunos serão afetados, mais tarde, quando se trata do ingresso ao ensino superior.

Portanto, por apresentar-se como um recurso benéfico, torna-se necessário a execução de ações que façam com que esta modalidade de ensino se expanda e atinja distintas classes sociais. À vista disso, se faz importante o apoio financeiro do Governo, assim como, do Ministério da Educação, de modo que se atenua como solução viável a disposição de créditos nos celulares de estudantes de baixa renda, para que estes tenham acesso à materiais online. Além disso, aos estudantes mais carentes, as instituições de ensino devem disponibilizar materiais físicos de aprendizagem, arrecadados por meio de campanhas de doação e ONGs. Como resultado, a educação superará barreiras sociais e econômicas.