Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 28/04/2020

Durante seu regime carcerário, Nelson Mandela, importante ativista na luta pelo fim do Apartheid, terminou seus estudos do curso de Direito por meio de correspondências, mostrando ao mundo a possibilidade da formação acadêmica à distância. Hodiernamente, décadas após esse acontecimento a Educação a distância (EAD) vem se popularizando no Brasil. Portanto, cabe pontuar como ela pode beneficiar os estudantes promovendo a inclusão, ou, prejudica-los com uma formação incompleta.

Mormente, esse modelo de ensino vem ganhando adesão entre os brasileiros. Segundo dados da revista Época, em 2017, a educação presencial crescia 2,3%, enquanto a distância subia 3,9%, visto que, muitos brasileiros optam por cursos a distância devido a rotinas de trabalho que não permitem tempo para um curso presencial, e também devido ao EAD pesar menos para o bolso do estudante. Fatos que, em conjunto promoveram uma maior inclusão da população ao ensino superior.

Entretanto, esse sistema não proporciona uma formação tão completa como o presencial. Para o filósofo e pedagogo norte-americano John Dewey: “A educação é um processo social”, ou seja, um real aprendizado envolve uma relação entre o aluno e o professor, cenário que nem sempre é proporcionado no EAD. Com isso, profissionais formados via esse método não estarão tão preparados para o mercado de trabalho quanto aos estudantes do presencial.

Destarte, é necessário que medidas sejam tomadas para solucionar essa problemática. Cabe ao Ministério da Educação (MEC) promover cursos em horários mais flexíveis, para atender a parte da população que sofre com rotinas apertadas, com o intuito de proporciona-los direito de escolha para qual modo de aprendizado aderir. Cabe ao MEC também, aumentar o número de encontros presenciais entre professores e alunos EAD, a fim de garantir uma melhor interação entre eles. E assim, garantir aos indivíduos que escolherem o ensino a distância uma boa formação acadêmica.