Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 01/05/2020

Na segunda metade do século XX, eclodiu a 3ª Revolução Industrial, o que trouxe maior desenvolvimento industrial e tecnológico e contribuiu para tornar ínfimas as distâncias entre as pessoas, principalmente pela rápida comunicação que os aparelhos eletrônicos promovem. Esse cenário é refletido nos cursos EAD (Educação a distância), apesar de apresentar alguns problemas como: não atingir todas as gerações e ser um empecilho para o processo secundário de socialização.

Segundo a ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância), o total de matriculados em EAD de 2013 para 2014 aumentou em mais de 2 milhões, ultrapassando 3,8 milhões de alunos, sendo a maioria adultos. Essa exclusão da parte mais velha da população, de gerações anteriores, se dá pelo fato de enfrentarem grande dificuldade para se adaptar a esse sistema de ensino e ao uso de eletrônicos por não estar incluída no meio da tecnologia há muito, diferentemente da geração atual. E há escassez de medidas governamentais eficientes para reverter esse quadro.

Além disso, as instituições externas ao núcleo familiar, principalmente as de ensino, são responsáveis pelo processo secundário de socialização por conta dos novos papéis sociais aos quais o indivíduo fica sujeito nesses locais. O EAD, no entanto, não cumpre esse papel por não haver a convivência com outras pessoas, o que a virtualidade tenta suprir através de “chats” nas aulas, porém se faz banal por haver muitos alunos, sendo criado um caos nesses bate-papos. Esse quadro é antagônico ao que diz o filósofo Aristóteles: “O ser Humano é por natureza um ser social, pois não pode viver isolado”.

Portanto, são necessárias medidas para conter as problemáticas supracitadas. O Estado deve promover a integração da população, utilizando de aulas com temática de uso de equipamentos eletrônicos para fins educativos, a fim de tornar mais amplo o acesso às plataformas de Ensino a distância. Ademais, se faz necessário que as EAD’s mantenham salas com poucos alunos, através de limites de matrículas por salas, para que os alunos se sintam mais próximos nos “chats”. Dessa forma o ser Humano respeita, gradualmente, sua natureza, consoante Aristóteles, social.