Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 03/05/2020

A modalidade educacional a distância, iniciou-se via cartas, rádio, TV e fitas VHS. Entretanto, foi mais difundida com o uso corriqueiro de computadores e internet em todos os países, o que facilitou a sua abrangência, mas também, o confronto com muitos desafios. Isso se deve a democratização da educação e a dificuldade em realizar a avaliação de qualidade dessas instituições.

Em primeiro lugar, a educação a distância (EAD), oferece praticidade, flexibilidade e inclusão na sociedade. Isso porque, de acordo com o sociólogo espanhol Manuel Castells, a sociedade em rede, que é vivida na contemporaneidade, proporciona a descentralização do conhecimento. Dessa maneira, em um país com dimensões continentais, como o Brasil, nem todos os indivíduos possuem acesso ao ensino presencial, tornando-o dependente da modalidade EAD, que promove a facilidade de ingresso.

Além disso, compreende-se que alguns cursos e faculdades EAD são de baixa qualidade. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), entre 2017 e 2018 houve um aumento de 133% na modalidade EAD. Assim, mesmo com a democratização ocorrida, isso pode proporcionar a criação de cursos com qualidade inferior sem oferecer a formação necessária. Em concordância, o educador e sociólogo Edgar Morim, afirma que deve-se educar para a complexidade transdisciplinar, o que promove a fuga da superficialidade e prepara os discentes para o mercado de trabalho.

Torna-se evidente, portanto, que a educação a distância ainda enfrenta muitos desafios que precisam ser reduzidos. Em razão disso, o MEC, em parceria com as instituições EAD, deve expandir essa modalidade educacional, com o aumento de polos, para que mais pessoas possam ser incluídas. Ademais, o MEC pode criar formas de avaliação eficaz dessas instituições, por meio de vistorias e provas, para realizar a manutenção da qualidade de ensino e proporcionar melhoria aos estudantes. Logo, com essas ações é possível continuar o desenvolvimento.