Perspectivas e desafios da educação a distância no Brasil

Enviada em 07/05/2020

Em meados de março do ano de 2020, surgiu um novo tipo de coronavírus (que causa doença respiratória aguda), originando uma pandemia. Tal enfermidade propagou-se pelo Brasil fazendo com que as instituições de ensino presencial fossem fechadas, acarretando na necessidade do ensino a distância (EAD). Em vista disso, o ensino remoto apresenta diversos benefícios, além da autonomia que concede ao aluno. Entretanto, surgem novos desafios derivados da tecnologia e dos requisitos necessários para tal modalidade.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que a modalidade não presencial teve seu início em 1728, com um anúncio na Gazeta de Boston para aula por correspondência, que visava propor a aprendizagem de um método de escrita. Sendo assim, o que se tem nos dias que correm é a utilização da internet e seus acessórios para aprimoramento do ensino. Com isso, houve maior flexibilidade para as pessoas que não têm condições de lidar com a formação tradicional, seus horários pré determinados e o alto valor da mensalidade, fatores analisados pela plataforma digital Minha Biblioteca. Além disso, a democratização é uma marca do EAD, que, como dito no Estúdio Site - Projetos de Educação a Distância, amplia o acesso, com qualidade, aos mais variados cursos, permitindo a devida profissionalização do indivíduo.

No entanto, a modernização ainda não é algo concreto na vida de muitas pessoas, haja vista que, segundo o G1, uma média de 30% da sociedade não tem aparelhos celulares e/ou computadores, sendo que os últimos costumam ser menos comuns; na zona rural, o número aumenta para 50% sem acesso a internet. Assim sendo, torna-se evidente a exclusão digital, que pode ser mais ou menos intensa em cada região. Portanto, a limitação financeira para arcar com os custos da boa conexão de internet é uma realidade, bem como a inviabilidade da compra dos aparelhos necessários, fatores que afastam esse grupo da maioria, os privando de oportunidades por falta de preparação.

Destarte, para que a democratização tenha sua máxima eficiência no que diz respeito a educação a distância, tanto durante quanto após a pandemia, o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, devem desenvolver um projeto que vise a propor a criação de um canal aberto na televisão, que dispense a internet, de acordo a matriz curricular do MEC. Isso deve ser feito por meio da disponibilização de professores e profissionais da mídia devidamente capacitados. Desse modo, mesmo que sem a flexibilidade que existe no EAD, os alunos mais carentes terão a oportunidade de dar continuidade aos seus estudos, em horário de aula normal. Assim, os desafios da educação a distância no Brasil, a curto e médio prazo, serão amenizados.